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Restaurantes
Por Redação Guia da Semana

Pecados gastronômicos

Casas especializadas em doces portugueses possuem cardápios deliciosos.

Foto: Divulgação

Apesar de terem surgido nos conventos portugueses, os doces conventuais são verdadeiros pecados gastronômicos, criados pelas freiras e nada têm a ver, pelo menos na minha opinião, com a vida nos monastérios, austera e pouco dada a excessos. São fartos em ovos, açúcar, frutos secos e amêndoas. A origem remota ao século XV, quando o açúcar descoberto na Ilha da Madeira e no Brasil entrou na tradição gastronômica dos conventos.

A origem teria sido na Idade Média, quando as freiras utilizavam grande quantidade de clara de ovo para fazer as hóstias e para engomar os hábitos. Para evitar o desperdício dessas gemas, teriam criados tantos doces à base de ovos e com nomes que lembram a igreja católica, como papos de anjo, toucinho do céu, orelhas de abade e barriga de freira. Só citando alguns.

Na verdade, isso é uma pequena introdução para o ponto principal desta coluna: onde comer doces portugueses. Vou citar alguns dos lugares que conheço no Rio e em São Paulo, mas se você, querido leitor, conhecer algum lugar imperdível, por favor, compartilhe conosco essa informação no fórum!

No Rio, vá até Santa Teresa, na Alda Maria. Neta de lusitana, essa simpática gaúcha de Pelotas trouxe debaixo do braço o livro de receitas portuguesas da família e montou um reduto português no bairro. A casa, onde ela também mora, tem duas pequenas salas enfeitadas com fotos de família, forminhas antigas e uma cristaleira, onde são exibidas as guloseimas, sempre fresquíssimas e preparadas com açúcar orgânico e ovos caipiras. Don Rodrigo, pastel de nata, toucinho do céu, pastel de santa clara. Tudo é de comer rezando! Se você estiver com preguiça de subir o morro, o café do Unibanco Arteplex, em Botafogo, vende alguns doces.

Já a Petit Four parece que resiste ao tempo. Com jeito de casa de boneca, a lojinha tem apenas 20 lugares, as mesas e cadeiras são pequeninas e as cortinas, de xadrez vichy vermelho. Colada na Pizzaria Guanabara, bem no burburinho do Leblon, fica aberta madrugada adentro (sextas e sábados até as 4h). Já corri muito pra lá quando o final da noite pedia um docinho. E que doces! Vale cada caloria. Certa vez, levei uns amigos paulistanos que quase enlouqueceram!

Inaugurada em 1860, a Casa Cavé é a confeitaria mais antiga do Rio (a famosa Colombo é de 1894). Fundada pelo francês Charles Auguste Cavé, é administrada desde 1922 por portugueses, razão pela qual esses doces 'invadiram' as vitrines antes exclusivas da pâtisserie francesa. Hoje é parada quase obrigatória quando estou na região. O pastel de nata deles é delicioso.

Em São Paulo, estive A Casota, em Moema (também passou pelo Itaim). Aberto desde 1984, esse 'pequeno consulado dos doces portugueses' oferece dezenas (sim, o cardápio é variadíssimo!) de quitutes, das variadas regiões de Portugal. A Lampréia, doce de ovos e amêndoas no formato do peixe, é uma das especialidades da casa.

Leia a coluna anterior de Ingrid Brack:

Muito além da horta

Quem é a colunista: Ingrid Brack.

O que faz: Jornalista e produtora.

Pecado gastronômico: Doces (qualquer um).

Melhor lugar do mundo: A minha casa.

Fale com ela: [email protected] ou acesse o seu blog


Atualizado em 7 Ago 2012.

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