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Restaurantes
Por Redação Guia da Semana

Sabores inusitados

Crustáceos gigantes e sabores orientais já estão disponíveis o ano todo nas principais capitais.

Comer é uma forma de conhecer o mundo, e uma das melhores, diga-se de passagem. Seja de nacionalidades estrangeiras ou dos nossos mares, rios e solo, ingredientes pouco comuns ganham espaço em restaurantes e lanchonetes gourmet. A facilidade nas importações e o crescimento de produtores, oferecendo matérias-primas mais próximas aos grandes centros, já possibilita encontrar esses sabores durante o ano inteiro.

Fotos: Divulgação

O crustáceo gigante faz sucesso em restaurantes diversos, e não apenas de frutos do mar

O inusitado e estranho é a marca de alguns dos ingredientes, como a centolla, um grande crustáceo das águas frias do oceano Pacífico. O mesmo vale para a tradicional cozinha amazônica. Mario de Andrade Netto, proprietário e responsável pela cozinha do restaurante-quiosque carioca Palaphita, destaca que os clientes que buscam essa "explosão de novos sabores" são mais refinados e fãs de novidades. "Eles são mais atentos ao processo e à origem dos ingredientes", afirma.

Mas sabe também que apresentações mais tradicionais podem assustar. Para deixar ervas e frutas amazônicas mais atraente aos olhos, Andrade Netto investe na apresentação dos pratos. Independente da forma à mesa, está garantido o gosto de novas descobertas. Veja a seguir alguns desses produtos e as casas que os oferecem.

Centolla
A cara assusta tanto quanto fascina os amantes de frutos do mar. A centolla, um tipo de crustáceo de formas agigantadas, é encontrada em águas bem frias, como a região da Patagônia e do Alaska, nos mares do Pacífico Sul e Norte, respectivamente. A carne tem sabor mais leve que a do nosso caranguejo e lembra a da lagosta. É também conhecido como King Crab.

Como é servida e onde encontrar:
No Rio de Janeiro: o Giuseppe Grill do Leblon, vende a iguaria desfiada, uma verdadeira casquinha de centolla.

Em São Paulo
: salada verde, tomate cereja, palmito, molho de mostarda e a pata do molusco fazem a salada King Crab. Já o prato principal traz a carne cozida acompanhada de molho de manteiga e ervas finas. No Red Angus.

Em Curitiba
: O fruto do mar está no Arroz de Centolla, servido no Bistrô do Victor.

Ají amarillo


O chef Checho Gonzalez, do Ají, contrasta a pimenta símbolo do Peru com sorvete na salada de folhas e flores

Algumas das pimentas representantes das culinárias mexicana e peruana, como o jalapeño, já se encontram até em supermercados. Entre os mais difíceis, a ají amarillo, símbolo da gastronomia peruana, ganha espaço em restaurantes dessa escola. A cor vibrante e o sabor que une o tom picante ao floral, são seus diferenciais.

Como é servido e onde encontrar:
No Rio de Janeiro: no peruano Intihuasi, ela está presente no tempero das humitas, as pamonhas típicas do país recheadas com porco, queijo ou frango e no Tiradito de Linguado.

Em São Paulo: Homenageando a pimenta, o Ají, traz a nova salada de primavera, já com mix de folhas e flores com lascas de ají, sorvete de creme e vinagrete de maracujá. Já no novo Suri Ceviche Bar, a pimenta pode ser molho adicional a pratos e faz parte do Tiradito de Salmão.

Pirarucu e Tambaqui
Apesar de sua grande bacia hidrográfica, o Brasil ainda é resistente no consumo de peixes de água doce. A fama de ter gosto de barro é jogada por terra para quem prova o pirarucu e o tucunaré, espécies amazônicas. São peixes de carne consistente, com gosto próprio (suave no pirarucu, mais forte e gorduroso no tambaqui) e podem ser servidos assados ou fritos. Chefs mais arrojados cada vez mais fazem temporadas temáticas com esses pescados, mas já é possível encontrá-los regularmente em algumas casas.

Como é servido e onde encontrar:
No Rio de Janeiro: localizado na orla da Lagoa Rodrigo de Freitas, o Palaphita é voltado para os ingredientes da floresta. O Mogica de tambaqui é um caldo espesso, feito com o peixe assado e despedaçado em um caldo com um pouco de jambu, erva também típica do norte.

Em São Paulo: durante todo o ano, é possível encontrar o filé de pirarucu na chapa com arroz de jambu, seja no cardápio ou nos bufês de final de semana do Amazônia.

Amardim


Feita de damasco, o amardim dá um toque especial no kebab de cordeiro do Kebab Salonu

A pasta de damasco dá um sabor todo especial aos kebabs, os cortes de carne tradicionais das culturas árabes e sírio-libanesas. Feita com o fruto seco, o produto é importado.

Como é servido e onde encontrar:
Em São Paulo: no restaurante Kebab Salonu, o kebab de cordeiro feito na panela é servido em cama de coalhada fresca, pão lavosh tostado, grão-de-bico e castanhas.

Atualizado em 7 Ago 2012.

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