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Arte
Por Redação Guia da Semana

Imperador e Galileu

Peça discute liberdade religiosa.

Este evento terminou

Imperador e Galileu

Data 03 Out 2008-30 Nov 2008
Até 30 de novembro de 2008.

Preço(s) R$ 50,00, sexta e domingo; R$ 70,00, sábado.

Horário(s) Sexta e sábado, às 21h; domingo, às 19h.

Rua Jaceguai, 400, 01315-010

Telefone (11) 3241-4203

Cristianismo e paganismo, intolerância religiosa e preconceito, as relações sinuosas da Igreja com o Estado. Essas são algumas das polêmicas debatidas em Imperador e Galileu, peça do norueguês Henrik Ibsen (1828-1906), que ganha montagem inédita no Brasil, pelas mãos do diretor Sérgio Ferrara. A peça estréia em 18 de julho, no Sesc Santana, e tem o ator Caco Ciocler como protagonista, no papel do imperador Juliano.

O texto trata da vida do imperador Juliano (século IV d.C), que se tornou figura polêmica ao tentar destituir a igreja católica como religião oficial do império romano e resgatar os cultos pagãos. A peça, traduzida por Fernando Paz e adaptada por Sérgio Ferrara, cobre um período de 12 anos, de 351 a 363 A.D., numa época de conflito entre o Cristianismo e o Helenismo. Na abertura, Juliano tem 19 anos e com o seu meio-irmão Galo, herdeiro do trono, vive sob o período de terror instaurado pelo imperador cristão Constâncio, que tinha mandado assassinar toda a família de ambos. Juliano fora educado como cristão, mas é perseguido pela dúvida. Sob a influência do seu tutor, o filósofo Libânio, vai para Atenas aprender sobre a religião dos pagãos. Porém, também não consegue alívio na adoração dos antigos deuses, ansiando por uma revelação que lhe mostre que caminho seguir.

Quando assumiu o império romano, a primeira coisa que Juliano fez foi tentar extinguir a igreja católica como igreja oficial do Estado. O escândalo foi enorme. Dentre as polêmicas leis que criou, ele decretou que a igreja católica deveria restituir todos os templos pagãos, estava proibida de receber doações em dinheiro e não poderia mais usar o Estado ou sua infra-estrutura, como o transporte, para poder peregrinar. Teria que pagar por isso, bem como conviver com todos os ritos pagãos que o imperador pretendia resgatar. Juliano foi considerado um Anticristo e assassinado aos 32 anos, no deserto, por um criado e amigo cristão. A peça, que se passa no século IV, discute, dentre outros tópicos, a intolerância religiosa presente ainda nos dias de hoje.

Ficha Técnica:
Texto: Henrik Ibsen
Direção e adaptação: Sérgio Ferrara
Elenco: Caco Ciocler, Sylvio Zilber, Abrahão Farc, Nelson Peres, Julio Machado, Joaz Campos, Ronaldo Oliva, Igor Kovalewski, Liza Scavone, Dan Rosseto
Tradução: Fernando Paz
Cenário: Carlos Pedreanez e Leonardo Ceolin
Figurino: Márcia Orsini
Iluminação: Caetano Vilela
Assistência de direção: Joaz Campos
Sonoplastia: Sérgio Ferrara
Fotos: Marcio Scavone
Preparação vocal: Edi Montechi

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