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Por Redação Guia da Semana

Propagandas antigas

E que viram história. Conheça uma exposição inusitada, que traz peças publicitárias da época do bonde e etiquetas de garrafas de cachaça.

Este evento terminou

Propagandas antigas

Data 04 Mar 2011-10 Abr 2011
9 de fevereiro a 10 de abril de 2011.

Preço(s) Grátis.

Horário(s) De 3ª a domingo, 11h às 20h.

Endereço
(Entrada pela Rua dos Coropés, nº 88)
Avenida Faria Lima, 201, Oeste 01451-001

Telefone (11) 2245-1900

Uma viagem no tempo, mas de uma forma não óbvia: para o tempo das propagandas antigas nos bondes de São Paulo e rótulos de cachaça do interior do Brasil. Essa é a proposta do ciclo de exposições Anônimos e Artistas, que traz esse contraste entre quem era famoso pela arte e quem fazia arte sem levar a fama. Essa série fica até o dia 10 de abril no Instituto Tomie Ohtake, em Pinheiros.

Com os nomes de Veja ilustre passageiro: o Atelier Mirga e os cartazes de bonde e Caprichosamente engarrafada: rótulos de cachaça, os objetos em exposição contam um pouco da história do desenho no Brasil. "O objetivo é mostrar as origens do design brasileiro e as suas influências", conta o curador do ciclo, Milton Cipis.

No caso dos cartazes, a inspiração para os desenhistas veio de duas escolas bem diferentes, a europeia e a norte-americana. "Na Europa, a imagem era mais importante, o humor e as brincadeiras eram mais inteligentes. O desenho dos Estados Unidos mostra bem o american way of life: a família feliz e a imagem daquela mãe contente em fazer o serviço de casa", explica. Impossível não ver os cartazes e não lembrar - ou imaginar - como era a vida em tempos em que farmácia era escrita com "ph". As 33 peças de propaganda da mostra foram elaboradas pelo Atelier Mirga, um dos únicos de São Paulo especializados nesse trabalho. "O Atelier era como se fosse uma agência de publicidade hoje. Havia uma hierarquia lá dentro: a pessoa começava lavando os pincéis e ia subindo de cargo, pintando coisas mais simples, depois mais sofisticadas".

Já no rótulo das "branquinhas", a história é outra. Como ficavam longe das grandes cidades, às vezes eram os próprios donos dos alambiques que desenhavam as etiquetas. Em outras, ilustradores faziam esse trabalho. O resultado eram desenhos curiosos, que traziam figuras de animais, mulheres ou de paisagem. Sem contar alguns nomes bem inusitados - para não dizer curiosos - de algumas garrafas, como "Quebra-gêlo" (sim, com acento) e "Suspiro da Saudade". Os 400 rótulos presentes na exposição vieram da coleção do designer gráfico e pesquisador carioca Egeu Laus e do acervo da Fundação Joaquim Nabuco. Realmente, uma exposição em que o bonde da história não parou para a propaganda dos cartazes, e nem a caninha apagou da memória os rótulos e as suas particularidades.

Foto: Divulgação/Instituto Tomie Ohtake


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