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Por Redação Guia da Semana

Teatro mudo

Em A Porta, o espectador é convidado a viajar pelo mundo dos sonhos de Franz Kafka, em um espetáculo em que os atores usam máscaras e não falam.

Este evento terminou

Teatro mudo

Data 17 Nov 2010-21 Nov 2010
Quinta-feira a domingo.

Preço(s) R$ 20.

Horário(s) Quinta-feira a sábado, às 21h; domingos, às 20h.

Endereço
Rua Vergueiro, 1000, 01504-000

Telefone (11) 3397-4002

A peça de teatro começa com o personagem na cama tentando pegar no sono e já não sabe se está dormindo ou acordado. Os personagens do seu sonho invadem o quarto e, para sair desse mundo paralelo, precisam encontrar uma chave e sair pela porta. Seria uma peça comum, a não ser por dois detalhes inusitados: os atores usam máscaras e eles não falam. A única voz que se ouve é a do narrador, que orienta os espectadores sobre o que está acontecendo; e a história vai se contando sozinha. Esse é o enredo do espetáculo A Porta, em cartaz no Centro Cultural São Paulo até o dia 21 de novembro, no Paraíso. Escrita por Vinícius Torres Machado, da Cia. Troada, a peça foi baseada na obra e na vida do escritor tcheco Franz Kafka, conhecido pela obra A Metamorfose. De acordo com Machado, Kafka tinha uma particularidade que dava aos seus livros um tom mais sombrio: seus sonhos eram tão vívidos que ele não sabia se estava dormindo ou acordado. "Sua obra não tem lição de moral e vai para um universo mais fantástico. Ele tinha a sensação de estar acordado", conta. As máscaras usadas na peça chamam a atenção por cobrirem todo o rosto, no que Machado chama de "máscara expressiva inteira", e criam uma sensação conflitante: ao mesmo tempo em que elas não mostram o rosto do ator, dão a impressão de expressarem mais os sentimentos conturbados dos personagens. "Isso abre os sentidos", diz. Elas são a base da pesquisa da Cia. Troada, que há dez anos estuda as máscaras como recurso de interpretação. Para A Porta, Elisa Rossini, uma das atrizes da peça e também mascareira, foi à Alemanha fazer um estágio na Familie Flöz, um grupo teatral que é assiiiim... uma Brastemp em referência ao uso e confecção desse acessório. O resultado não poderia ter sido outro: a peça mostra um mundo mais soturno, grotesco e sombrio, bem típicos de Kafka.

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