Guia da Semana
Exposição
Por Amanda Matos

Antonio Bandeira

Pioneiro do abstracionismo no Brasil, pintor ganha exposição que abrange diversos períodos de sua produção.

Foto: Ding Musa (via a4&holofote comunicação)

Este evento terminou

Antonio Bandeira

Preço R$10.00 a R$10.00

Data 10 Dez 2019-01 Mar 2020

Preço(s) Gratuidade aos sábados

Horário(s) terça a domingo, das 10h às 17h30 (com permanência até as 18h)

Endereço
Portão 3
Avenida Pedro Álvares Cabral,, Sul 04094-050

Telefone (11) 5085-1300

Um conjunto de cerca de 60 trabalhos pouco conhecidos do artista Antonio Bandeira (1922--1967) poderá ser visto no MAM São Paulo a partir de 10 de dezembro de 2019. Com curadoria de Regina Teixeira de Barros e Giancarlo Hannud, a exposição Antonio Bandeira reúne obras de diferentes fases da produção do artista, desde as primeiras pinturas figurativas até as grandes telas de tramas, criadas nos últimos anos de sua carreira.

Expoente do abstracionismo no Brasil, Bandeira ocupa lugar de destaque na arte brasileira. Nascido em Fortaleza, em 1922, transferiu-se em 1945 para o Rio de Janeiro. Aos 24 anos, viajou para Paris com bolsa de estudos concedida pelo governo francês e por lá se aproximou de artistas como Camille Bryen e Georges Mathieu, além do alemão Wols, que exerceu forte influência sobre seu trabalho.

Ainda que em sua trajetória de feitos artísticos nacionais e internacionais tenha se tornado um dos artistas brasileiros mais valorizados em termos comerciais, Bandeira ainda é pouco conhecido pelo grande público. Para Giancarlo Hannud, um dos curadores da exposição, isso se deve à independência cultivada pelo pintor, que sempre foi exigente, metódico e extremamente disciplinado, mas nunca se filiou a nenhum grupo.

A apresentação da exposição em uma instituição como o MAM São Paulo ganha ainda mais relevância em função disso, uma vez que permite ao público conhecer o trabalho -- e a discussão em torno da obra -- de Bandeira. Por trás do abstracionismo, o pintor sugere emoções concretas guiadas por títulos que se relacionam com uma paisagem urbana e cenas do cotidiano, a exemplo de Flora agreste (1958), Ascensão das favelas em azul (1951) e Cais noturno (1962-63).

A mostra também apresenta a multiplicidade das produções de Bandeira, das aquarelas e guaches da década de 1940 aos trabalhos mais experimentais, realizados na década de 1960, com fitas adesivas ou sobre flãs de jornal.


Por Amanda Matos

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