Guia da Semana
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Por Julia Bueno

Bons motivos para investir numa banda de som próprio

Não existe nada melhor do que celebrar a cultura brasileira, de qualidade, claro..

Motivos para investir numa banda de som próprio (Reprodução)

Não, não estamos necessariamente falando de grana. Estamos falando de investir tempo, de pegar para ouvir, compartilhar, falar por aí. Parece papo de quem quer "reviver a cena", a gente sabe, mas prometemos que vai valer seu tempo.

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Existe uma música brasileira nova, latente, lutando cada vez mais para chegar à superfície do que a gente ouve. E, quando se é brasileiro, fazendo som próprio, e tentando crescer, a vida não é fácil. Confira abaixo alguns motivos para começar a ouvir o que tem de bom no nosso país:

Uma banda de som próprio, diferente de uma banda cover, tem um desafio: criar um conteúdo novo, interessante, envolvente e legal. Uma banda cover, por mais foda e fiel que ela seja, está replicando um conteúdo, ela tem uma base, um modelo, alguém para se espelhar. Ser o seu próprio modelo é o maior desafio de qualquer um, na vida, imagine na música.

Pouco a pouco o país está dando lugar a algumas bandas autorais, o Coala Festival, que rolou dia 15 de março, em São Paulo, reuniu algumas das bandas autorais que vem gerando burburinho, como: O Terno, 5 A Seco, Trupe Chá de Boldo, Charlie e os Marretas, além de Criolo, Tom Zé e outros nomes já consagrados.

Não existe receita pronta, uma banda de som próprio como a Trupe Chá de Boldo, tem 13 integrantes. 5 A Seco são 5 jovens violonistas que se revezam no baixo, bateria e percussão. Revoltzsp, banda paulistana de rock, são 2 garotos e uma menina, entre 14 e 17 anos. A ideia é celebrar a cultura brasileira, botar a tal da cena pra funcionar e sacudir um pouco a playlist.

Em tempos de cultura pop bombando na gringa, e a velha e rabugenta reclamação da falta de qualidade na música brasileira estreante no sertanejo e funk, seja sincero, quando foi a última vez que você deu uma chance a uma banda brasileira?

Foi-se o tempo em que jovens se abarrotavam no Hangar 110, ou faziam filas para comprar CDs em lojas. Agora, o público, ou seja, você, tem a maior munição de todas: o clique. Compartilhar sem medo, curtir, divulgar. Isso tudo não dói, não prejudica e ó, pode transformar a vida de uma galera lutando pela cultura do teu país.

Além do que, em muitos festivais, experiência e música se unem. Arte, intervenções urbanas e muito mais, que ajudam a agitar também outras partes da cultura do país. E ó, se a sua pegada não é música ao vivo, não tem desculpa, existem DJs que produzem seu próprio som ou fazem remixes e mixagens únicas. Quer algumas dicas? Se liga no som dos DJs: Modern Dealer, Gran Fran, Dre Guazzelli, Shaka, Davida, Fabrício Peçanha e o trio Life Is A Loop.


Por Julia Bueno

Atualizado em 17 Mar 2014.

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