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Por Redação Guia da Semana

Brasil Afora

Prestes a completar 30 anos de estrada e com presença confirmada no Rock in Rio, Os Paralamas do Sucesso registra a última turnê em DVD e CD.

Foto: Maurício Valladares

Zé Ramalho e Pity participam do novo trabalho de Os Paralamas do Sucesso

No começo da década de 80, ainda em tempos de ditadura militar, três jovens se reuniam para tocar uma mistura de rock e ska. Com o hit Vital e Sua Moto, o trio entrou para a lista das mais tocadas das rádios e, pouco tempo depois, foi convidado para abrir o show do Lulu Santos, no Circo Voador, no Rio de Janeiro.

Após quase 30 anos, a mesma música encerra magistralmente o DVD Brasil Afora, recentemente lançado pelo Os Paralamas do Sucesso, e que chega às lojas junto com o CD ao vivo. O trabalho registra dois anos de turnê percorrendo o país de ponta a ponta e reafirma o perfil pé na estrada da banda, que marcou a história da música brasileira e popularizou o rock nacional, ao lado de Titãs, Barão Vermelho e Legião Urbana.

"Para nós, que somos da Era do vinil, poder levar essa novidade para onde quer que for é muito alegria", comenta Herbet Vianna. Misturando clássicos idolatrados pelo público a novas produções musicais, o grupo mostra que não está preso aos grandes sucessos da carreira - risco inerente a todo artista consagrado - e que permanece ativo e se renovando.

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Foto: Bernardo Mortimer

O conterrâneo Zé Ramalho acompanha Herbert Vianna nos vocais de Mormaço

Tanto o DVD quanto o CD ao vivo foram gravados em 14 de dezembro do ano passado, no Rio de Janeiro. A canção Sem Mais Adeus, do disco Brasil Afora, de 2009, abre o show no Espaço Tom Jobim, e outras quatro recentes entram no set list: Meu Sonho, A lhe Esperar, Quanto ao Tempo e Mormaço - esta última conta com a participação especial do mestre Zé Ramalho. "Tocamos com o Zé, há três anos no Canecão e assim que apareceu essa música já pensamos em chamá-lo para gravar", conta Bi Ribeiro.

Quem também sobe aos palcos ao lado do trio é a cantora Pitty, que dá uma entonação feminina a Tendo a Lua, de Grãos (1991). "Pitty virou referencia no rock brasileiro, cruzamos com ela em vários festivais, como o Ceará Music. Aproveitamos o ensejo e convidamos para participar", explica João Barone. Herbet Vianna também não poupa elogios à moça: "Ela tem um empenho na interpretação que acende novas luzes no texto da música", complementa.

O público poderá apreciar também uma roupagem nova de A novidade, do disco Selvagem (1986) que ganha arranjos especiais que remetem à versão cantada por Gilberto Gil, parceiro na canção. Os inúmeros encontros e diálogos musicais com os Titãs são muito bem representados por Sonífera Ilha, que no final é emendada a Ska e Óculos, do CD "O Passo do Lui" (1984).

Para alegria dos fãs, outros clássicos da carreira também entram no repertório. É o caso de Meu Erro, Uma brasileira, Lanterna dos Afogados, Romance Ideal, e as canções que marcaram a volta da banda aos palcos depois do acidente de Herbet Vianna em 2001, Calibre e Cuide bem do seu amor.

Foto: Bernardo Mortimer

No DVD, a música Tendo a Lua ganha suavidade na voz de Pitty

Rock in Rio

Se, depois de quase três décadas de estrada, Os Paralamas do Sucesso mostra sua vitalidade em discos que não param de ser produzidos, o grupo reafirma sua devoção aos palcos ao confirmar presença na abertura do Rock in Rio, em 23 de setembro. E não tem como lembrar do show histórico da banda na primeira edição do evento, em 1985, que, na época, foi considerado um dos melhores do festival pela crítica.

"Estamos em órbita até hoje. Subimos ao vivo e vimos uma molecada que era muito ligada ao movimento do rock, era final da ditadura e o Rock in Rio foi uma celebração do novo Brasil, e a resposta que tivemos do público foi muito boa", lembra Herbet Vianna. Para a edição desse ano, será um novo desafio, acredita Bi Ribeiro.

Com um currículo extenso de apresentações memoráveis dentro e fora do país - principalmente na Argentina, onde o trio é aclamado por suas versões castelhanas e parcerias com o cantor de rock local, Fito Paez - o grupo demonstra celebrar o prazer de cada show, seja grande ou pequeno. Porque, segundo Herbet Vianna, o mais importante é o "arrepiomêtro" que a banda sente. "E ao vivo, vendo a reação da plateia, é um parâmetro muito forte desse arrepiômetro", conclui.


Atualizado em 6 Set 2011.

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