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Por Redação Guia da Semana

De novo, somos o mundo

Ideia de levantar fundos por meio da música revive com Lionel Ritchie e o Haiti.



"Somos o mundo, somos as crianças". Com esse bordão mundialmente famoso, Michael Jackson e Lionel Ritchie reinventaram o conceito de caridade. Em 1985, longos 25 anos atrás, o Rei do Pop e o egresso dos Commodores comandaram um time de artista da época, como Bruce Springsteen, Cindy Lauper, Stevie Wonder, Diana Ross e Kenny Rogers.

Desta vez, em 2010, o foco não era mais a fome na África, mas as vítimas do Haiti. Ritchie associou-se ao produtor Quincy Jones para liderar um novo time de estrelas, repaginar e dar vida nova ao single. Logo na introdução, o ator Jamie Foxx aparece e, com toda a simpatia de seu sorriso, recebe os ouvintes/espectadores para um insight curioso e divertido no estilo "making off".

A abertura do single fica com Justin Bieber, Nicole Scherzinger (Pussycat Dolls) e Jennifer Hudson. O destaque da primeira estrofe, no entanto, é Tony Bennett (ainda e como sempre) em grande forma. O refrão teve sua versão original preservada: Michael Jackson, único artista vocalmente presente em ambas as edições, teve suas partes intactas. Ganhou apenas o acompanhamento da irmã Janet, com sobreposição de imagens.

O vídeo segue o mesmo padrão do anterior. Grandes nomes como Barbra Streissand, Wyclef Jean, Toni Braxton e Celine Dion (esta última, ao lado de um empolgadíssimo Lionel Ritchie dando-lhe o tempo) pipocam no vídeo. No meio de tantos mestres, alguns dignos de nota:

Pink e Miley Cyrus roubam a cena, com vozes poderosas e muita personalidade. Akon e Usher, visivelmente emocionados (talvez por conta de seus vínculos pessoais com o onipresente autor Michael Jackson), entregam vozes bem arranjadas. Outros dois trechos destoam um pouco da versão original: um interlúdio em rap, cantado por Snoopy Dogg, LL Cool J, Wyclef Jean e Will.I.am e uma "conversa" de guitarras entre o mestre Santana e a (igualmente competente) discípula Orianthi.

Em um universo de quase 70 artistas, é claro que há um ou outro que nem sempre achamos condizente com a proposta. Afinal, quem aí convidaria o inoportuno Kanye West (famoso per ter gravado o quê, mesmo?) para qualquer ato de caridade depois do que ele fez com Taylor Swift em meio a uma premiação? De qualquer forma, vale o registro: melhor movimentar-se em prol de uma causa nobre do que fazer caridade com o dinheiro alheio.

Leia as colunas anteriores de Rafael Gonçalves:

Pé na roça

Não querem acreditar

A nova safra

Quem é o colunista: Jornalista, músico e só usa meias brancas e calçados pretos, igual ao Michael Jackson.

O que faz: Jornalista, compositor, violonista e cantor.

Pecado gastronômico: Chocolates, churrasco (feito por mim) e molho de alho caseiro da vó!

Melhor lugar do Brasil: Qualquer um que comporte a equação praia +violão + amigos.

O que ele ouve no carro, em casa e no IPod: Um pouco de tudo e de tudo um pouco.

Fale com ele: [email protected] acesse o site da sua banda!


Atualizado em 6 Set 2011.

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