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Por Redação Guia da Semana

É preciso saber cantar

A segunda temporada do programa Ídolos, da Rede Record, mostra como um programa de calouros pode atingir status e audiência no IBOPE.

A diversidade cultural do Brasil é refletida, principalmente, na música, que mostra a cultura, estilos e os mais diferentes dialetos das regiões. Muita gente de talento nem sabe que possui tal dom.

As emissoras de televisão exibem os mais variados programas que realizam concursos e revelam cantores que conquistam o público e o sonho de seguir a carreira musical. Entre esses programas está o Ídolos, da Rede Record, que chega a segunda temporada, com  novidades e mais de 37 mil inscritos de cinco grandes capitais.

O Programa

O Ídolos é a versão brasileira do programa norte-americano American Idol, que revelou cantoras como Kelly Clarkson e Jordin Sparks. O vencedor da primeira temporada, na Record, foi o baiano Rafael Barreto que lançou, recentemente, seu disco Pensando em Você. A segunda temporada, que começa em 18 de agosto, conta com uma megaprodução, com audições em três novas capitais: Curitiba, Fortaleza e Belo Horizonte, mantendo Rio de Janeiro e São Paulo. Além disso, a nova edição traz uma novidade: os candidatos poderão se apresentar tocando instrumentos, mas a avaliação é somente na capela.

O reality show musical possui cinco etapas e as audições começaram em Curitiba. Alguns inscritos que não foram aprovados pelos três jurados - Paula Lima, Luis Calainho e Marco Camargo - insistiram e foram para outra capital tentar novamente. "Há candidatos que levaram um 'não' em Curitiba, por exemplo, e foram para Belo Horizonte, sendo até reconhecidos pelos jurados", lembra o diretor do programa Wanderley Vila Nova.

Foto: Rede Record/Edu Moraes
Audição que aconteceu em São Paulo

Após as audições, há mais quatro etapas: no teatro, onde os candidatos se apresentam no palco, avaliados pelo trio. Em seguida, ocorrem os workshops (já sendo as semi-finais). Nessa etapa, o público começa a participar das votações, que levam 12 finalistas para os concertos. São diversos shows e o público também decide quem serão os dois candidatos que irão para a grande final., com shows e a escolha dos candidatos que vão para a final.

Nas
primeiras eliminações...

Antes de acontecer a audição direta com os três jurados, os candidatos passam por duas audições com os produtores do programa. "Conversamos com um por um, e acabamos descobrindo suas histórias de vida, algo que vamos destacar ainda mais nessa segunda temporada. Eu falei com mais de 37 mil pessoas, antes de passá-las para o primeiro encontro com a bancada de jurados", disse Fernanda Telles, produtora do reality.

Mas, para o bancário Sérgio Luiz Dias (23), que participou das audições em São Paulo, é ator e tenta seguir a carreira musical, essas primeiras audições definem muito os perfis dos candidatos. "Eu fui até a segunda fase, não cheguei até os jurados. Mas nessa pré-seleção ficamos debaixo de sol e muita gente boa foi cortada na primeira fase. No segundo dia, demoraram mais com as audições, mas, de acordo com eles, eu não tinha o perfil do programa. Eles selecionam pessoas boas e bizarras para depois serem avacalhadas pelos jurados", desabafa o candidato.


Jurados X Candidatos

Em qualquer tipo de concurso, o medo, ansiedade e nervosismo sempre rondam os candidatos, alguns até bons, mas que na hora acabam falhando na apresentação. Para a cantora e jurada Paula Lima, o perfil de cada jurado interfere na linha de julgamento, pois o programa é realista e mostra a personalidade de cada um dos selecionadores. "Eu sempre me coloco no lugar do candidato, pois como cantora, sei tudo o que ele está passando", conta.

Foto: Rede Record/Edu Moraes
Audição que aconteceu no Rio de Janeiro

O também jurado Luiz Calainho completa: "Seria chato se fosse uma bancada com três pessoas de personalidades iguais. É necessário que sejam perfis diferentes e nós estamos mais soltos um com o outro nessa nova temporada, o que contribui para dizer se o candidato tem ou não talento".

Mas, sempre há aquele que se diz um artista e, mesmo quando não aprovado, acaba insistindo, com a convicção de que tem talento e merece ir para a próxima etapa. "Não existe jogo de cintura nesse caso. Se o candidato leva um não de todos é porque ele não tem talento para aquilo. Então, brincamos que se ele não tem espelho em casa, providenciamos um para ele ver que realmente não canta. Ele acha que está em um sonho, mas na verdade está em um pesadelo", comenta Marco Camargo, o jurado mais temido de todos os candidatos.

O novo ídolo

Para seguir a carreira musical é preciso ter talento, presença de palco, carisma, ser afinado e ter atitude. Mas também, é necessário saber lidar com a fama, ter pé no chão e respeitar principalmente os fãs, que estão assistindo ao show. "Temos uma carência muito grande para o desenvolvimento de novos artistas no Brasil e eu espero que haja muita verdade, entrega e que o candidato saiba passar a emoção", ressalta Luis Calainho.

O jurado acredita que a temporada passada destacou muita gente no cenário musical e os finalistas, indo ou não para a grande final, acabam saindo do programa encaminhados em outros projetos. Já Paula Lima espera que o finalista encante, seduza a todos com sua voz e estilo. "Eu acho que o grande ídolo é muito focado em sua carreira e na qualidade do seu trabalho, além do respeito que ele precisa ter com quem está ali o aplaudindo".

Fotos álbum: Rede Record/Edu Moraes


Atualizado em 6 Set 2011.

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