Guia da Semana
Shows
Por Ezio Jemma

Em São Paulo, Franz Ferdinand mostra que energia e presença de palco são mais importantes que hits no repertório

Banda escocesa soube agradar o público com seu rock dançante.

Alex em um dos raros momentos calmos do show (Ezio Jemma)

Quem chegou cedo ao show do Franz Ferdinand nessa terça-feira (30) pode ter ficado um pouco assustando com o pequeno público que começava se aglomerar nas grades do Espaço das Américas. Para uma banda que lançou o seu último sucesso mundial 10 anos atrás, os espaços vazios e o público um tanto quanto desanimado não pareciam algo tão fora da realidade. Mas eram.

A situação começou a mudar com a abertura da banda Boolgarins. Os meninos de Goiânia conquistaram o público com um som indie cheio de tremolos e climas instrumentais. Detalhes para a voz suave e aguda do vocalista Fernando Almeida. No intervalo entre os shows o Espaço das Américas estava com metade da sua capacidade ocupada, mas por uma ansiosa plateia à espera do Franz.

A entrada com “Right Action”, música do novo álbum, mostrou logo de cara porque a banda continua arrastando multidões mesmo tocando no Brasil quase todos os anos. A energia que o quarteto transmitia no palco era recebido por completo pelos fãs. O vocalista Alex Kapranos não se comunicava muito, apenas chamando a galera com alguns “Vocês estão se sentindo bem São Paulo?”.

Além da típica sonoridade britânica das guitarras, os sintetizadores foram muito bem usados ao longo da apresentação. Nick McCarthy revezava entre os instrumentos e até mesmo Alex se arriscou nos teclados. Com essa composição, o som que ressoava era da de uma qualidade comparável a de CD.

As projeções do telão acompanhavam a levada de cada música, elevando o visual à mesma qualidade sonora. “Walk Away” e “Stand on the Horizon” foram cantadas com emoção pela plateia, se revezando entre as partes calmas e o rock dançante, tão característico do Franz. A levada rap do refrão de “Brief Encounters” também foi acompanhada pelos fãs.

Um dos ápices do show veio com a música que todos aqueles que não conhecem a banda sabem cantar do início ao fim improvisando nos versos. “Take me Out” levou ao delírio e nostalgia a qualquer um que tenha tido bons momentos na década de 2000. É uma das músicas mais incríveis de se ver ao vivo.

Em “Outsiders”, o quarteto se une próximo à bateria e faz um número muito bem ensaiado de batuques, ao melhor estilo Olodum. Ao final, a banda se despediu e saiu do palco. Estava na cara que eles voltariam para o bis, já que uma das músicas preferidas dos fãs de carteirinha ainda não havia sido tocada.

Depois de “Jacqueline” e “Goodbye Lovers and Friends” ela veio para encerrar a noite da forma mais animada possível. “This Fire”, um dos primeiros sucessos do grupo acabou com as poucas energias que ainda restavam aos fãs.

O pós show rolou na balada Neu, bem perto do Espaço das Américas com a discotecagem do baterista Paul Thomson e com as presenças de Nick e Alex. Uma ótima chance para quem queria conversar e conhecer seus ídolos e estava casado dos breves encontros entre banda e fãs que festivais como o Lollapalooza obrigam a acontecer.


Por Ezio Jemma

Atualizado em 1 Out 2014.

Mais notícias

Sandy e Junior no Brasil em 2019

Shows

Sidney Magal faz show no Quintal do Espeto Tatuapé no dia 11 de abril; saiba mais!

Shows

Sandy e Junior: 21 músicas que queremos ouvir na turnê "Nossa História"

Shows

Sandy e Junior confirmam turnê comemorativa de 30 anos; primeiro show é em Recife, dia 12 de julho

Shows

10 atrações brasileiras que você não vai querer perder no Lollapalooza 2019

Shows

7 atrações do Lollapalooza 2019 que vêm ao Brasil pela primeira vez

Shows