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Por Redação Guia da Semana

Grito Rock

A partir de 19 de fevereiro, o festival integrado circula produção de música, cultura e tecnologia em nove países.

Foto: Marcelo Baptista

Apesar do nome, a programação não se restringe ao rock'n roll

Ultrapassar fronteiras nacionais e internacionais como nenhum outro festival da América Latina é a especialidade do Grito Rock. Em sua nona edição, cerca de 2.000 bandas e artistas se apresentam em todos os estados brasileiros, além de Argentina, Uruguai, Bolívia, Chile, Panamá, Costa Rica, Honduras e El Salvador.

O festival integrado acontece em nada menos que 130 cidades, no período de 19 de fevereiro a 28 de março. A primeira a receber o evento é Manaus, com cinco dias de programação que incluem manifestações artísticas, debates e shows como o do Black Drawing Chalks, uma das principais revelações do cenário independente nacional. No ano passado, nomes como Móveis Coloniais de Acaju e Macaco Bong  tocaram, respectivamente, no Rio de Janeiro e em São Paulo.

O Grito Rock é produzido pelo Circuito Fora do Eixo - rede com mais de 60 coletivos que promove a circulação de cultura e música - e filiado à Associação Brasileira de Festivais Independentes, a Abrafin. A escolha do line up é feita com apoio do Toque no Brasil, portal que tem como objetivo conectar artistas e produtores. As bandas que quiseram participar do festival se inscreveram pelo site e depois foram selecionadas por uma curadoria local.

Foto: Mari B.

No Grito Rock 2010, Móveis Coloniais de Acaju se apresentou no Circo Voador, no Rio de Janeiro

Mais que rock

Ainda que o nome do festival remeta ao rock, a programação não se restringe a esse estilo musical. Marielle Ramires, uma das organizadoras pioneiras, conta que o título remete às suas primeiras edições, em que o evento era realizado apenas em Cuiabá. Na época, ele acontecia durante o carnaval, momento em que era mais difícil encontrar uma cena alternativa para os que queriam fugir da folia. A forte atuação das bandas de rock locais acabava por emplacar uma programação majoritariamente rockeira.

A partir de 2007, ao mesmo tempo em que o evento se expande para outras cidades e amplia o seu calendário, a diversidade musical aos poucos toma conta. "Hoje a oferta de artistas e grupos que atuam no independente, e que trabalham com gêneros diferentes é bem grande, e o Grito Rock acaba absorvendo essas demandas", afirma. 

Da mesma forma, a música, que sempre foi o principal chamativo, compartilha cada vez mais o espaço com outras atrações. Palestras, debates, oficinas e exposições virtuais também são promovidas pelo festival. A novidade deste ano é o Palco Fora do Eixo, com turnês de grupos cênicos, além do Fora do Eixo Socio-ambiental, que contabiliza o impacto causado ao meio ambiente e promove a compensação com plantio de mudas em três diferentes biomas brasileiros.

Quer mais? A Economia Solidária também está presente, por meio das trocas de serviços e uso de moedas complementares, apelidadas de "cards". "Uma banda que está circulando pode usá-las nas outras cidades em diferentes serviços prestados pelos coletivos", explica Felipe Altenfelder, que faz parte da gestão nacional do Fora do Eixo.

Foto: Divulgação

O Macaco Bong é uma das bandas que nasceu e cresceu com o festival

Produção colaborativa

Há cada ano, o festival se expande para além das localidades em que há coletivos ligados ao Fora do Eixo, ampliando a rede e a circulação de bandas, cultural e tecnologia. Segundo Felipe, os produtores regionais têm total liberdade pra adaptar o Grito Rock a sua cidade, o que acaba atraindo novos interessados.

Nos países da América Latina, a estratégia é um pouco diferente. "Utilizamos embaixadores, que são agentes ligados ao mundo da música e que catalisam esse intercâmbio conosco. No ano passado, visitamos a América Central e fizemos esse contato inicial, que resultou na ampliação do Grito Rock deste ano", explica.

Apesar de dialogar  com os órgãos municipais de cultura, o festival é realizado sem incentivo financeiro público, apenas por meio de captação independente de recursos. E como eles fazem tudo isso acontecer? Produção colaborativa é a resposta. Cerca de 9 mil pessoas se envolvem com o festival direta e indiretamente - entre produtores formais, informais, voluntários e colaboradores - que respiram o Grito Rock durante o ano inteiro.

Confira a programação de algumas cidades do Grito Rock


Atualizado em 6 Set 2011.

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