Guia da Semana
Shows
Por Edson Castro

Lollapalooza Brasil

Foo Fighters, Arctic Monkeys, Jane's Addiction e muito mais: saiba como foi a primeira edição do Lollapalooza no Brasil.

Peaches empolgou o público em um show intimista no palco Farrel (Carol Mendonça)

Em seu vigésimo ano de existência, o Lollapalooza, um dos maiores festivais de música do mundo ganhou sua primeira edição no Brasil. No line up 50 atrações, entre elas grandes nomes como Foo Fighters, Arctic Monkeys, Joan Jett, entre outros.

Os shows foram divididos em quatro palcos: Cidade Jardim, Butantã, Perry e Alternativo. Além da música, o local contava com várias atrações: um karaokê com banda, um bar suspenso e um confortável lounge com puffs onde era possível carregar aparelhos de celular.

Mas nem tudo foi as mil maravilhas: uma das principais críticas do público foi quanto a serviço dos caixas do local. Conforme o Jockey foi enchendo, mais tempo se gastava nas filas, onde era possível se passar uma hora e meia apenas para conseguir uma ficha. Outra reclamação foi o preço abusivo do chope, R$ 8 por copo. Mesmo com o grande calor, o preço talvez tenha sido um pouco extrapolado.

Outra grande pena do Festival foi o palco Kidzpalooza. Apesar de bacana, a ideia de um palco voltado para o público infantil não funcionou, não atraindo mais que meia dúzia de crianças para o local.

Saiba o que rolou no Lollapaloza abaixo:

Sábado - 7 de Abril - O dia do Foo Fighters

Escolher o que assistir num festival como o Lollapaloza nunca é fácil. Tudo bem que a maioria das 75 mil pessoas que compraram ingressos para o dia estavam lá para ver o Foo Fighters, mas mesmo assim o dia reservava outras 24 apresentações espalhadas nos quatro palcos do Jockey Club.

Para começar o festival, o Ritmo Machine, desconhecidos de boa parte do público, foram os primeiros a tocar no Lollapaloza. O grupo mistura hip hop com música latina e ganharam a simpatia daqueles que já guardavam seus lugares para o grande show da noite.

Já no palco Butantã, quem abriu o line-up foi o ex-Replicante Wander Wildner, com músicas repletas de palavrões e palavras que imitavam o espanhol. Outro grande roqueiro brasileiro que se apresentou foi Marcelo Nova, vestido de terno e gravata, veio ao palco mostrar ao público um ritmo que estava em extinção: o rock'n roll.

Enquanto isso, o calor fazia o público disputar qualquer sombra que estivesse a disposição. Muita gente buscou refúgio no Palco Perry, o único coberto do festival, e acabou sendo testemunha da inusitada mistura de hip hop com jazz de Veiga e Salazar. Uma grata surpresa para quem só buscava fugir do sol forte.

Já o Cage the Elephant reuniu muitos curiosos que buscavam saber mais sobre a banda que tem sido tão elogiada ultimamente e tem como padrinho Dave Grohl. Logo no começo da apresentração o vocalista Matthew Schultz  deu seu tradicional mosh na galera e já ganhou a simpatia de muitos presentes.

A primeira banda a reunir grande parte do público foi o Rappa, que recebeu uma multidão ao redor do palco da Cidade Jardim. Falcão subiu ao palco ao lado de um quinteto feminino de violinistas que o acompanharam em hits do grupo. Sobrou espaço também para homenagem a Luis Gonzaga, que faz centenário este ano, Bob Marley e ao Rage Against the Machine.
 

Perto do fim da tarde, duas atrações pareciam competir para ver quem era a mais bizarra no Palco Perry. Primeiro, o show PerryEtty v/s Chris Cox, projeto paralelo de Perry Farrel, mostrou como o vocalista do Jane's Addicition é afetado em cima do palco. Na sequência a cantora Peaches fez o seus tradicional freakshow erótico que botou o público da pista coberta para dançar.

A última atração do palco Butantã foi a cantora Joan Jett, ex-Runaways que animou seu público com alguns clássicos como "Cherry Bomb", "Bad Reputation" e "I love rock and roll". Mesmo com a competência da cantora no palco, o público já migrava para o outro lado do Jockey Club para o grande evento do dia.

Quem encerrou a noite foi o Foo Fighters, motivo pelo qual boa parte das pessoas que lotaram o primeiro dia compraram o ingresso do festival. A multidão saiu satisfeita depois de um show de duas horas e meia, recheada com todos os maiores hits da banda. 

No final do sábado, o público do Lollapalooza pode voltar para casa sabendo que viu de perto o show de uma das melhores bandas nacionais em atividade, uma lenda viva do rock e uma das maiores bandas de rock do mundo. Nada mal para o primeiro dia da primeira edição do festival no Brasil. 

 

 

Domingo - 8 de Abril - O dia multifacetado

Depois de um cansativo primeiro dia de festival, tinha chegado a hora de voltar para o Jockey Club e encarar uma programação mais diversificada e atrativa do que o primeiro dia. A primeira grande novidade foi a ausência dos fãs do Foo Fighters na frente do Palco Cidade Jardim, tornando mais fácil assistir aos shows do local de perto.

Quem abriu a programação do local foi a Plebe Rude, com um rock dos anos 80 bem executado, mas que realmente acordou o público foi uma atração do outro lado. O Gogol Bordello botou todo mundo que esteva chegando ao local para dançar um um show alegre e contagiante.

De forma menos agitada teve o show do Thievery Corporation, que passeou por genêros com o o trip hop, bossa nova e hip hop. Um show tranquilo que serviu para resfriar a galera junto com o tempo que começava a ficar nublado.

A última banda que se apresentou a luz do dia foi a Manchester Orchestra, que apostou em riffs pesados alternados com rápidos momentos leves. Uma das gratas surpresas do festival. O céu, cada vez mais preto, ameçava chover com raios se tornando cada vez mais frequentes.



A garoa chegou durante a apresentação do duo norte-americano MGMT. O clima sombrio parecia ideal para apresentação, mas os caras fizeram um show fraco que só empolgou o público durante seus grandes hits "Eletric Feel" e "Kids".

Quem não decepcionou foi Skrillex que lotou o Palco Perry com um público curisoso para ver de perto sua discotecagem. Nas pick ups o produtor mistourou pop, rock e dubstep mostrando o porque conseguiu ganhar o Grammy com apenas 24 anos. O show dele aconteceu ao mesmo tempo do Foster the People, que empolgou o público com as músicas de seu único disco Torches. 

Quem fechou as apresentaçãos do Palco Butantã, foi o Jane's Addiction, banda do organizador do evento Perry Farrel. Mesmo com um público pequeno, o grupo animou o local com hits como "Jane says", "Stop" e "Been Caught Stealing". A chuva não foi capaz de espantar os poucos fãs que se mantiveram fiéis a Perry.

O grande evento da noite foi apresentação do Arctic Monkeys. Alex Turner se mostrou muito mais simpático do que em outros shows e presenteou o público com setlist amplo com grandas músicas como "Brainstorm", "Teddypicker" e "Flourescent Adolescent".
O último show da noite foi comadado pelos Racionais, mas só por conta de um atraso não explicado do Mano Brown e cia. O segundo dia do Lollapalooza se provou mais diversificado que o primeiro, com opções que passavam entre o eletrônico, rock, rap e hip hop.

Por Edson Castro

Atualizado em 10 Out 2012.

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