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Por Redação Guia da Semana

O punk do Flogging Molly

Com cerveja, exílio e muito folk, o septeto se firma como um dos grandes nomes do cenário internacional.

O irlandês Dave King comanda o punk-folk do Flogging Molly


Afinal, o punk morreu? Se a melancolia de Ian Curtis e Morrissey solapou a escola capitaneada por Ramones, The Clash e Sex Pistols, o vigor do movimento grunge deu-lhe o tiro de misericórdia. Moribundo, o gênero agonizou nas últimas duas décadas, sofreu com o ataque especulativo da mídia a forjar redentores aleatoriamente e, desenganado, deixou-se infectar por modismos baratos. Entretanto, o punk, em suas raízes, é inexorável, irredutível, um dínamo colossal que não aceita as leis de tempo e espaço.

Quem ousa despertar o gigante, há tempos adormecido, é o Flogging Molly, septeto formado na Califórnia, em meados da década passada. Liderada pelo carismático vocalista e guitarrista Dave King, a banda congrega os elementos fundamentais da música tradicional irlandesa com a vitalidade do punk setentista, firmando-se como um dos maiores expoentes do gênero na atualidade.

Grupo é atração em grandes festivais
Apresentações arrebatadoras, verdadeiras celebrações místicas, deixam em êxtase o público presente aos concertos da banda. No palco, King ergue um pint de Guinness, um dos mais emblemáticos símbolos da ilha gaélica, e brinda com a platéia: "cheers". Essa intensa simbiose entre grupo e fãs, capaz de incendiar canções como Devil´s Dancefloor e Swagger, pode ser conferida em Whiskey On A Sunday, DVD duplo, lançado em 2006, que acompanha o grupo em turnê por sete diferentes países, e traz um documentário sobre a trajetória do septeto, dos pubs californianos até os palcos de grandes festivais europeus, como o Leeds e Reading.

O poder do trevo

Já em Swagger, álbum de estréia lançado em 2000, o vigor presente nos trabalhos seguintes, e que se tornaria a marca registrada do grupo, pode ser diagnosticado em petardos como Black Friday Rule, Selfish Man e Salty Dog, indubitavelmente algumas das melhores canções da banda. O disco é permeado pelo duelo incessante entre a guitarra de David Casey e o bandolim de Bob Schmidt, cujo resultado é um som ligeiro, esperto e impalpável.

Whiskey On A Sunday: último trabalho
O trabalho seguinte, Drunken Lullabies, mantém os ingredientes que caracterizam o som da banda, mas a combustão parece muito maior e o incêndio se alastra pelas 12 faixas do álbum. What´s Left Of The Flag sintetiza o espírito catártico que envolve o disco, enquanto Another Bag Of Bricks e Death Valley Queen provam o virtuosismo do septeto, capaz de equilibrar violino, acordeão, flauta irlandesa e outros instrumentos típicos com a trinca guitarra-baixo-bateria. Sobra espaço até para uma balada, a simpática The Sun Never Shines (On Closed Doors).

Há na música do Flogging Molly ecos de lendas do folk irlandês como The Dubliners, The Clancy Brothers e The Irish Rovers, conjuntos que conduziram a cultura gaélica além-mar. Mais evidente ainda é a influência punk do The Pogues, banda liderada por Shane McGowan, que alcançou relativo sucesso durantes os anos 80. Within a Mile Of Home e Whiskey On A Sunday, os dois últimos trabalhos do grupo, afirmam o septeto como um dos nomes capazes de tirar o rock da letargia em que o ritmo permanece imerso.

Também:

Confira o clipe de Drunken Lullabies
Confira o clipe de What´s Left Of The Flag
Confira o clipe de Laura

Fotos: myspace/floggingmolly

Atualizado em 6 Set 2011.

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