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Por Redação Guia da Semana

O Terço

Saiba mais sobre o grupo que sacudiu o rock progressivo nos anos 70.


 

Rio de Janeiro, 1968. Com o término das bandas de rock Joint Stock Co e Hot Dogs, alguns membros se juntaram e formaram um novo grupo, O Terço. Eram eles: Sérgio Hinds no baixo, Jorge Amiden na guitarra e Vinícius Cantuária na bateria. O nome do conjunto surgiu baseada na medida fracionária que corresponde a três ou a terça parte de algo, como um rosário e, por coincidência, o início do projeto era composto por guitarra, baixo e bateria. O som era influenciado pelo rock anos 50 e folk americano, além das raízes da música popular brasileira, como pôde ser comprovado no primeiro compacto, lançado em 1970, e que levou o nome da banda.

 

Em meados dos anos 70, os cariocas participaram de diversos festivais musicais, onde se destacaram com as canções Velhas Histórias (de Renato Côrrea e Guarabyra, vencedor do Festival de Juiz de Fora), Espaço Branco (de Vermelho e Flávio Venturini), Tributo ao Sorriso e O Visitante - essas duas últimas, apresentadas no Festival Internacional da Canção. Após uma breve saída de Hinds do grupo, o baixista Cezar de Mercês ocupou sua vaga - quando Sérgio Hinds retornou à banda, O Terço tornou-se um quarteto e Hinds passou a tocar um violoncelo elétrico, criado pelos integrantes, em parceria com Guarabyra.

 

Em 1972, depois de alguns desentendimentos, Jorge Amiden deixou o grupo e Sérgio registrou o nome da banda antes que Amiden reinvindicasse algo. A partir daí, voltaram a ser um trio e, no mesmo ano, lançaram um compacto com as faixas Ilusão de Ótica e Tempo é Vento - definindo de vez o estilo rock progressivo que os consagrou, com uma sonoridade mais pesada e letras de impacto. Em 1973, gravaram o segundo álbum homônimo. O destaque desse trabalho ficou para a música Amanhecer Total. Em 1974, a carreira do coletivo deslanchou de vez, com as contantes parcerias com a dupla Sá e Guarabyra, e O Terço começou a produzir canções com uma roupagem "rock rural". Nessa época, o tecladista Flávio Venturini entrou para o grupo.

 

A gravação do terceiro disco, Criaturas da Noite teve uma versão da faixa-título em inglês. Esse LP é considerado até hoje o melhor da carreira dos cariocas. O disco trouxa os hits 1974 (a melhor composição, na opnião dos fãs) e Hey Amigo - nas faixas Queimada e Jogo das Pedras, a presença do rock rural é bastante nítida. Dois anos depois, veio o disco duplo Casa Encantada,que trouxe os singles Flor de la Noche e Sentinela do Abismo, além de Pássaro, em parceria com os amigos Sá e Guarabyra. Em 1977, Venturini deixou a banda para tocar com Beto Guedes. Em 1978, lançaram o álbum Mudança de Tempo, que foi gravado com a seguinte formação: Sérgio Hinds na guitarra, Sérgio Magrão no baixo, Luiz Moreno na bateria, Cezar de Mercês no violão e flauta e Sérgio Kaffa nos teclados.

 

No mesmo ano, o quinteto participou do festival internacional Concerto Latino-Americano de Rock, com apresentações em São Paulo, Campinas, Belo Horizonte e Buenos Aires (Argentina). No final de 1978, Hinds sofreu um acidente, que o impossibilitou de tocar por um longo tempo. Nesse período, após 10 anos de sucessos, além de diversas formações, O Terço deu uma pausa em suas atividades. Sérgio Magrão e Flávio Venturini montaram o grupo 14 Bis, na ativa até os dias atuais. Luiz Moreno passou a integrar a banda de apoio de Elis Regina. Em 1982, já recuperado, Sérgio Hinds reativou O Terço, porém, com outros integrantes. No ano seguinte, lançou o LP Som Mais Puro, que contou com a participação do ex-membro Vinícius Cantuária. O "retorno" não havia sido pra valer e Hinds fravou em 1986, seu segundo disco solo, Mar. Nos anos posteriores, Hinds reuniu alguns músicos e lançou mais discos como grupo O Terço.

A volta definitiva aconteceu somente em 2001, após um show de Flávio Venturini. Mas, em 2003, Luiz Moreno sofreu um ataque cardíaco e morreu - graças à insistência de sua esposa, a musicista Irinéa Ribeiro, O Terço seguiu com a proposta de retornar aos palcos e, em 2005, o quarteto Hinds, Venturini, Sérgio Magrão e Sérgio Mello (substituto de Luiz Moreno) realizaram shows no Rio de Janeiro. Desde 2008, eles tocam regularmente pelas principais capitais brasileiras, conquistando uma nova legião de fãs e provando porque são considerados a maior banda de rock progressivo brasileira.


Foto: Divulgação

Atualizado em 6 Set 2011.

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