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Por Redação Guia da Semana

Ordem na casa - Parte 3

Depois irregularidades na administração de Wilson Sandoli, o maestro Roberto Bueno assume a presidência do Conselho de São Paulo da Ordem dos Músicos do Brasil.

Foto: Gabriel Oliveira


Guia da Semana: Muitos profissionais entraram com liminares para eliminar a obrigatoriedade da carteira de músico. No passado, alguns ganharam. Como o senhor vê isso?
Bueno: Na semana passada, ganhamos três. Mas a maioria dos músicos que entraram com essas liminares, não entraram por causa da OMB, mas pela administração do Wilson Sandoli. Nesses 40 anos em que ele esteve aqui, o que ele trouxe de benefício para a classe? Dá para ficar mudo...

Guia da Semana: Quais são os seus projetos para mudar isso?
Bueno: O primeiro passo foi limpar o nome da OMB no SPC e Serasa. Não tínhamos crédito para comprar nem um litro de leite fiado. O segundo passo é cuidar das ações trabalhistas. Criamos um projeto para cegos, que vai entrar em funcionamento no mês de março, que beneficiará muitos músicos deficientes. Já conseguimos as máquinas de braile. Abri 300 vagas de aulas de música para crianças carentes. Já providenciei é uma conversa com o José Serra, com o Gilberto Kassab e com o ministro da Cultura (ele mostra os papéis de ofício).

Guia da Semana: E quanto à fiscalização? A função principal da Ordem...
Bueno: Antigamente ela não existia, mas hoje existe. Notificamos mais de 300 escolas irregulares e mais de 300 estabelecimentos comerciais com música irregular. Também já mandei colocar R$ 308 mil no SPC, que está tudo na dívida ativa da União, de estabelecimentos comerciais que foram multados e não pagaram. A coisa está caminhando... 

Guia da Semana: O senhor contratou fiscais?
Bueno: Sim, nós temos agora uma equipe de moças que fiscaliza as escolas. Dividimos São Paulo em Norte, Sul, Leste e Oeste. Para cada uma das áreas, existe um grupo de dois fiscais. A cada mês, as duplas vão trocando as regiões, para não ter corrupção. Criei também um departamento de ouvidoria aqui, para denúncias contra os fiscais. Se o músico aparece aqui e não tem dinheiro para pagar a carteira, nós damos um jeito. Tanto que meu primeiro comunicado oficial foi isentar todos os músicos de pagamentos atrasados. É só pagar 2009 e começar a vida nova.

Guia da Semana: Outra coisa que sempre foi criticada é a prova dos músicos, tida como muito fácil.
Bueno: Não vou citar nomes, mas algumas escolas já vieram fazer exame e não passaram por uma questão de ética. Mas já vieram vários formandos, com diploma na mão, de escolas de nome, que não passaram aqui.

Guia da Semana: Mas mudou alguma coisa então?
Bueno: Claro que mudou. Contratei o Cláudio Rudnik, jovem maestro formado pela USP, que tem uma boa visão. Estamos elaborando um outro tipo de situação de prova. O nosso objetivo é moralizar isso aqui e arrumar emprego para o músico.

Guia da Semana: Você não acha o piso da classe muito baixo?
Bueno: O piso nem respeitado é. Mas quem fixa piso é o sindicato, que ainda é comandado pelo Wilson. Cabe à Ordem fiscalizar.

Guia da Semana: Muitas profissões exigem diploma para exercício da função. É totalmente irreal pensar nisso em relação ao músico?
Bueno: Para você simplesmente exercer a profissão de músico, você não precisa ter um diploma. Nós temos dois tipos de carteirinha aqui. Uma delas, criada em 1990, é aquela do músico prático, que toxca com o ouvido. Essa gera problema, deixa claramente escrito na carteira que não dá o direito a exercer o magistério, estaria incorrendo na ilegalidade da profissão. A outra carteira é de músico profissional, que tem diploma e vem aqui fazer o teste para, além de tocar, lecionar. Uma dá autorização para o camarada tocar e ganhar o pão, a outra é profissional e dá o direito de ensinar.

Atualizado em 6 Set 2011.

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