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Por Redação Guia da Semana

Os fãs do metal

Mais do que um gênero musical, o metal é quase uma religião: o som alto dos instrumentos e dos vocais é um hino que liberta e reúne multidões.

Os fãs idolatram as batidas pesadas e as guitarras rasgadas do metal

A batida forte da bateria, o som rasgado da guitarra e o vocalista, que canta bem alto para todo mundo ouvir, são marcas registradas do metal, cultuadíssimo pelos seus admiradores a ponto de, até, ser considerado sagrado. Os shows são acompanhados de perto pelos seus admiradores que vão onde a banda está para ver os caras de perto e cantar com eles. Conheça algumas histórias de fãs que chegaram bem pertinho dos seus ídolos - e que são considerados os deuses do metal.

Iron Maiden
Uma paixão à primeira vista. Foi assim que começou a admiração de Antonio Vicente Coelho por uma das bandas lendárias do metal. E põe paixão nisso: ele é conhecido no meio roqueiro como Tony Iron, e é um dos maiores admiradores da banda no Brasil. "O primeiro contato foi quando eu ainda era moleque, vivia com Black Sabbath e AC/DC. Um dia, um amigo meu me trouxe um LP do Iron. Aí eu ouvi e gostei".

Passaram-se alguns anos para que ele visse, de perto, os caras da banda. E isso aconteceu no primeiro Rock in Rio, em 1985. "Foi quando eles nasceram para o Brasil todo. E libertou a galera naquela época. A gente andava na rua com um monte de arrebites nas roupas, aí que nos chamavam de metaleiros", lembra.

Tony sempre curtiu o metal - ele tinha, na Galeria do Rock, em São Paulo, dois fãs-clubes. E foi lá que ele conheceu pessoalmente o vocalista Bruce Dickinson, quando ele passeava por lá. Mas fã que é fã quer sempre mais. Fez acampamento na frente do hotel que o Iron Maiden ficou e, além de entrar lá e ainda tirar foto, ele queria mais. "A gente se escondia atrás das árvores perto do restaurante onde eles iam, porque os seguranças não nos deixavam chegar perto deles", lembra.

E não basta somente tirar fotos. Para curtir o som dos caras, tem que ir onde a banda está. Tony fez isso várias vezes. "Já dormi em porta de estádio, fiquei quatro dias fora de casa, não comi direito. Mas eu me emociono". Tony, que é vendedor e tem 47 anos, faz questão de continuar ouvindo metal e passar a paixão adiante. "Eu tenho uma filha que já gosta de Iron. Só não pode ir para os shows porque ela não tem idade", conta. Isso que é uma herança de família.

Sepultura
A paixão por uma banda pode vir da maneira mais inusitada. Foi o que aconteceu com o analista de cobrança Fabrício Francisco Costa Oliveira, de 33 anos. A ocasião? O Rock in Rio de 1991. "Eu tinha 12 anos. Estava de férias na casa da minha tia, na Bahia, e meu primo pediu para que eu gravasse o show do Sepultura que ia passar na TV. Vi e pirei", lembra.

Foi também nessa época que a banda ficou nacionalmente conhecida - ela já era cultuada no exterior. "Foram eles que levaram o Brasil a lugares que nenhuma música brasileira chegou". E o que conquistou Fabrício - e todos os fãs do Sepultura - é a batida forte da banda. "Gosto da agressividade, da brutalidade deles. A música é feita com paixão, vem da alma", conta.

Se ele já chegou perto dos ídolos? Claro: no show que aconteceu na cidade de Catanduva, no interior de São Paulo, ele aproveitou a oportunidade quando ninguém estava vendo. "O segurança do camarim vacilou e eu entrei. E vi os caras, até comi a comida deles". Esse dia, aliás, foi histórico por vários motivos. "Viajei mais de 600 km em uma van com mais 15 pessoas, para ver o show deles, de duas horas, e ainda voltar no mesmo dia", lembra.

E ele é um fã de respeito. Além de já ter um bom contato com o Sepultura, ele foi convidado para a festa de 25 anos da banda. A festa era fechada aos fãs mais chegados, ele marcou presença e ainda levou um suvenir. "Tinha um banner na entrada da festa e, na saída, eu enrolei e o trouxe debaixo do braço".

Para Fabrício, não basta ir aos shows. Ele tem 70 álbuns da banda, de várias versões, como os que foram lançados no Japão, nos Estados Unidos, e um raríssimo: um LP de 1985 que é o primeiro registro de gravação do grupo. Além disso, o rapaz tem oito tatuagens de logos dos discos da banda no braço direito, e elas foram feitas de forma que pareçam uma manga curta de camiseta. E, claro, ele estará lá no Rock in Rio neste ano,  para ver seus ídolos de perto mais uma vez.

 

 

 


Atualizado em 2 Dez 2011.

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