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Shows
Por Redação Guia da Semana

Os fãs do pop

Os cantores de pop sempre fazem shows grandiosos e com muitos efeitos especiais. E seus fãs fazem de tudo para ver isso bem de perto.

O pop reúne ritmos variados, do eletrônico ao rock até batidas de funk

A música pop é aquela que reúne tribos variadas - afinal, a própria música se vale de elementos do rock, rap e batidas eletrônicas, e tem uma letra gostosa e fácil de cantar. E os shows não ficam atrás. Grandes produções, trocas de figurino, números coreografados e efeitos incríveis deixam todos com o sorriso nos lábios e a sensação de estar em um mundo à parte. Mas, para chegar no dia do show, muitos fãs passam por verdadeiras provas de resistência. O resultado? A realização de ver o ídolo assim, bem de pertinho. Conheça a história de dois fãs que não mediram esforços para chegar lá.

Shakira
Uma legião de fãs da cantora colombiana se reúne nos seus shows em qualquer parte do mundo. A prova maior de que Shakira é reverenciada foi a sua participação na abertura de duas Copas do Mundo consecutivas, na Alemanha em 2006 e na África do Sul em 2010. Sua Waka Waka atravessou o mundo e virou hit mundial.

E atravessar fronteiras é com Márcio André da Silva Alencar, de 20 anos, que mora em Belém, no Pará, e viajou centenas de quilômetros só para ver a Shakira. Sua paixão pela cantora ficou mais forte quando ele morou em Bogotá, capital da Colômbia. Shakira mora nos Estados Unidos, mas passa em sua terra natal para algumas turnês. E foi aí que Márcio começou a ir atrás dela.

O primeiro contato foi no show da cidade de Barranquilla, que fica no norte do país. E não foi fácil ir. "Eu ia escondido dos meus pais, mas meu pai descobriu tudo. Me deu bronca e disse para eu voltar vivo", lembra.

Já de volta ao Brasil, Márcio queria muito ver o show da Shakira em São Paulo. "Meu pai não me deixou vir de novo, e eu acabei comprando as passagens em cima da hora. O voo fez uma escala em Brasília e eu fiquei uma hora esperando, desesperado". Mas as coisas não foram fáceis quando ele desembarcou na capital paulista. "Eu estava com a roupa do corpo. Peguei chuva, fiquei gripado, mas vi a minha cantora. Fiquei emocionado".

Quando Shakira não faz shows, mas lança novos clipes, ele fica acordado, aguardando o momento que as novas produções em vídeo são disponibilizadas na internet para ver. "Quando lançou o clipe da Gypsy, eu passei a noite toda acordado esperando".

E o destino, desta vez, foi generoso com Márcio. Representante comercial de uma empresa farmacêutica, ele participou de um concurso que premiava os três maiores vendedores. Ele ficou em terceiro lugar. E o prêmio não poderia ser mais apropriado: "Um passaporte para o Rock in Rio!", conta, emocionado.

Beyoncé
O jornalista Douglas Lima, de 23 anos, tem uma verdadeira adoração pela cantora Beyoncé. Embora ainda não tenha tido a oportunidade de vê-la bem de pertinho, ele foi na única apresentação no Brasil, e esse dia foi uma verdadeira história épica.
Para ter certeza que ele ia chegar no estádio do Morumbi, em São Paulo, no dia 6 de fevereiro, ele praticamente nem dormiu. "Dormi uma hora de tanta ansiedade e acordei às 3h30", lembra.

Estava frio, com direito a neblina e tudo. Depois de duas horas no ônibus, ele, finalmente chegou - foi um dos primeiros - e ficou 15 horas em pé, com raras saídas para comer algo ou ir ao banheiro. A temperatura subiu mas, por volta das 17h, o céu fechou e um verdadeiro temporal caiu nesse dia. "O que nunca imaginaria era uma chuva de granizo! Não bastasse o vento da matina ter voltado ainda mais forte, tinha uma cachoeira escorrendo pela avenida e batendo nas minhas costas!"

Com a força do vento, algumas partes do palco ficaram destruídas e o show começou com atraso, mas nada que baixasse a adrenalina de ver, finalmente, a diva cantando bem de perto. "Até que a loucura passou, a equipe secava o chão cem vezes por segundo, as luzes se apagam e uma única brilha... a dela! Os gritos eram tantos que queria o meu ainda mais alto, como se tivesse absoluta certeza de que ela me escutaria".

Daí para a frente, foi puro êxtase. "Eu chorava enquanto olhava centenas de milhares de flashes e glow sticks". O resultado dessa maratona foram uma gripe forte, o rosto queimado de sol e um cansaço extremo. E se ele faria isso de novo? Sim. "Passaria por tudo, e ainda mais. Pisões, cotoveladas, sol, chuva, gelo, neve! O que for. Não aguento mais esperar por ela novamente". 


Atualizado em 14 Set 2011.

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