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Por Redação Guia da Semana

Performers: ascenção e queda dos maiores astros do pop

Eles conquistam o mundo com seu gingado e sex-appeal; porém, confusões, polêmicas e problemas vêm junto no pacote da fama.

Fotos: Madonna.com / Michaeljackson.com


A semente

Foi Elvis Presley, e sua pélvis, o primeiro a descobrir a importância da sincronia entre o canto e a dança para conquistar as massas. Antes de Elvis, os musicais e o cinema americano já ensaiavam passos sincronizados à música, porém, nunca havia combinando de forma tão violenta sex-appeal com personalidade marcante.

Elvis, como Britney Spears, teve uma juventude fulgorosa, rápida e enérgica, que logo sentiu as conseqüências do excesso. O consumo abusivo de álcool e anfetaminas acabaram com o rosto e a silhueta pueril do rei do rock - como Britney - dando lugar a um homem gordo, de costeletas, olhar penetrante e timbre grave.

Junto com a decadência de Elvis, as décadas de 60 e 70 trouxeram também a ressaca de paz e amor do movimento hippie e o aspecto quadrático do punk. Se no primeiro, os cantores eram desleixados demais para serem sexys, vide Janis Joplin e seu sovaco cabeludo; no segundo eram travados demais para serem considerados libidinosos - exceção feita a Iggy Pop, um dos maiores performers pop de todos os tempos.

As árvores

Foto: Madonna.com


Quase trinta anos após o surgimento de Elvis, a história do pop chega a sua primeira década sinérgica, os anos 80. Com os frutos plantados pela revolução sexual da geração hippie e a adoração pelas luzes das noite e boemia deixados pelos punks, os anos 80 pariram o conceito de performer como o conhecemos hoje. E aqui dois ícones são obrigatórios, espécies de He-Man e She-Ha da música pop, ambos começando com M, Madonna e Michael Jackson.

Verdade ou mentira? Versão inglesa
de Na cama com Madonna
De educação católica, Madonna Louise Veronica Ciccone esteve às vésperas de ser excomungada pelo papa João Paulo II. Abordando temas políticos, sexuais e religiosos em sua música, a cantora atingiu a consagração com seu segundo álbum, "Like a Virgin".

Unindo sua cabeleira loira e corpo esbelto à performances extremamente insinuantes - e até então inéditas - Madonna era tudo o que uma mãe não queria ter como filha, e tudo o que as filhas gostariam de ser como mulher. Para polemizar ainda mais, a cantora lançou em 1991 lançou o filme "Na cama com a Madonna". Resultado: Madonna se tornou a cantora mais rica da história da música pop de acordo com a revista Forbes e o Guinnes Book. Sua fortuna é estimada em 850 milhões de dólares.

Foto: Michaeljackson.com
Michael nos primórdios de Thriller
No lado masculino da história, Michael Jackson surgiu junto com seus irmãos no Jackson 5. Testemunhas de Jeová por criação, os Jackson lançaram seu primeiro disco pela Motown, lendária gravadora americana de musica negra. Porém, o pequeno Michael se destacava mais do que o restante do grupo e, em 1979, após algumas investidas solo, deixou definitivamente os Jacksons.

Dono de suingue e gingado negros por natureza, Michael inventou o passo mais conhecido da história da música pop, o Moonwalk, onde ele se deslocava para trás apesar da aparente ilusão dos passos progressivos. Em 1982, o cantor lançou seu segundo álbum, Thriller, disco mais vendido da indústria fonográfica mundial. Porém, discussões sobre sua sexualidade e envolvimento em acusações de pedofilia acabaram por deixar a música do rei do pop em segundo plano durante a década de 90.

Os frutos

Como herança, os Jackson 5 e Michael deixaram uma fagulha para os produtores que se questionaram: "Se um Jackson poderia fazer aquilo, por que não colocar vários garotos lado a lado para para fazer o mesmo?". Da investida surgiram boys bands como New Kids on The Block, Menudos, Backstreet Boys e o N´Sync. Apesar de faturar milhões com estes lançamentos, o caráter manufaturado e efêmero de tais grupos não lhes reservam maiores páginas dentro da enciclopéida do pop.

Se os anos 80 criaram o conceito de performer em torno do casal Michael / Madonna, os 00´s também tiveram sua versão do estilo. Mais romanticos, porém, não menos provocativos, Justin Timberlake e Britney Spears tiveram seu curto namoro exposto aos quatro cantos do mundo pelas lentes dos paparazzis.

Fotos: Justintimberlake.com
Justin, de menino insosso a pegador do pop

Crescido sobre a terra onde Elvis está enterrado, em Memphis, nos Estados Unidos, Justin surgiu junto com seu ex-grupo, o N´Sync. Porém, foi após o termino da boy band que o jovem passou de um menino insosso para um dos maiores sex-symbols contemporâneos. Com hits como SexyBack e My Love e What Goes Around... Comes Around, as performances de Justin renderam, além das da primeira posição na parada americana, mulheres como Cameron Dias e Jessica Biel.

Foto: Britneyspears.com
Britney, lolita antes de se tornar baranga

Já Britney não seguiu a mesma linha ascendente de seu ex-namorado. Tendo, na epóca de seu surgimento, sua virgindade como objeto de desejo da população masculina mundial, Britney mixava personalidade infantil a um corpo extremamente bem torneado - uma verdadeira lolita. Sua coroação veio em 2003, selada por um beijo caliente, transimitido aos quatro cantos do mundo, na boca de Madonna, no Video Musical Awards da MTV americana. Porém, seguindo a máxima que todo ápice é seguido pela decadência, Britney sucumbiu, e no seu caso não foi somente sua música, mas seu corpo também caiu.

Em 2005, Britney teve seu primeiro filho, com o seu ex-bailarino Kevin Federline. Com o fim do relacionamento, Britney não conseguiu a guarda da criança e disto vem todo seu inferno astral. Longe do equilibrio, Britney passou a ser encontrada bêbada, acima do peso e até raspou a cabeça em uma tentativa desesperada de chamar a atenção. Seu retorno foi programado para setembro de 2007, novamente em um VMA, entretanto, no palco, o que se viu foi uma Britney lenta, fora de forma, ritmo e desafinada. Foi a última pá de terra arremessada sobre o caixão da estrela pop.

A história mostra que a ascenção meteórica dos maiores performers da música pop sempre foi seguida por decadência e longas crises intermináveis - será Justin outra exceção? - Talvez por excesso de sucesso, talvez seja este o preço que se pague por tamanha ousadia e sex-appeal. Porém, no cenário todo uma star permanceu irretocável, pois foi sempre autêntica e legitima, e neste caso não existem armas contra. Como no jogo de xadrez, o rei se vai mas a rainha sempre será a peça mais importante. Por isto, Madonna sempre será a rainha das performances e de todo o pop.

Atualizado em 6 Set 2011.

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