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Por Redação Guia da Semana

Public Enemy

Fique por dentro da história do grupo rap mais politizado dos Estado Unidos.



Long Island, 1982. O estudante de design gráfico Carlton Douglas Ridenhour (Chuck D), da Universidade Adelphi já era fã de hip hop e break, além de se interessar por temas políticos. Nessa época, desempenhava também a função de DJ na rádio WBAU, da faculdade, onde conheceu os produtores Hank Shocklee e Bill Stephney, que o incentivaram a  gravar uma fita demo, com o single Public Enemy No. 1. A música foi parar nas mãos do consagrado produtor Rick Rubin, cofundador do selo Def Jam Records, que achou ótima a mistura entre rap/hardcore embasada por uma letra tão politizada. Resultado: convenceu Chuck D a formar uma banda e espalhar suas ideias pelo mundo. Para isso, o rapper convocou William Jonathan Drayton, Jr. (Flavor Flav), Richard Griffin (Professor Griff), Norman Rogers (Terminator X) e Lord Aswod (DJ Lord) juntaram-se a Chuck D. Assim nascia o grupo Public Enemy.

 

Após cinco anos na estrada, em 1987, o quinteto lançou o primeiro álbum, Yo! Bum Rush the Show. Com batidas poderosas, aliadas ao vozeirão de D, o LP conquistou a cena mainstream. O segundo disco, It Takes a Nation of Millions to Hold Us Back (1988), os colocou na rota das principais bandas de hip hop, além de trazer o hit Don´t Believe the Hype. Em 1989, a banda tornou-se mundialmente conhecida ao integrar a trilha sonora do filme Faça a Coisa Certa, de Spike Lee, com a canção Fight The Power - que virou um hino da comunidade negra norte-americana. No ano seguinte, chegou às lojas o CD Fear of a Black Planet, novamente um sucesso, listado entre os 500 maiores álbuns de todos os tempos da revista Rolling Stone.

 

Em 1991, o Public Enemy gravou o álbum Apocalypse 91... The Enemy Strikes Black, e seu título reverenciou dois importantes filmes: Apocalypse Now e Star Wars Episódio V: O Império Contra-Ataca. No ano seguinte, o clipe da faixa By the Time I Get to Arizona, causou polêmica ao simular o assassinato do então governador do Arizona, Evan Mecham, pelo fato desse Estado não ser considerado feriado a data de aniversário do líder negro Martin Luther King. Em 1994, o disco Muse Sick-n-Hour Mess Age foi considerado por seus fãs como um dos melhores trabalhos da banda. Nos anos posteriores, lançaram mais CDs, porém, sem tanta repercussão como os anteriores, merecendo destaque somente o disco He Got Game, de 1998. No ano seguinte, eles deram uma parada de três anos, retonando com o trabalho Revolverlution, de 2002.

 

De lá para cá, os rappers entraram em estúdio mais algumas vezes. Mesmo atingido o auge no final dos anos 80, o Public Enemy influenciou diversos grupos de hip hop, além de divulgar suas letras politizadas pelos quatro cantos do planeta. Em julho de 2011, a banda marcou um show no Brasil, no festival Black na Cena, fazendo a alegria dos fãs brasileiros que só os viram por aqui em 1991, em um show estrondoso no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo.

 

Foto: Divulgação

Site oficial: http://www.publicenemy.com/


Atualizado em 6 Set 2011.

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