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Por Redação Guia da Semana

Revelação mineira

Conheça o trabalho da jovem cantora e compositora Camila Maia, que prepara seu segundo CD, Novo Dia.

Foto: Heitor Florence/Divulgação


De Rolling Stones a Taylor Swift. Este é o passeio que a cantora mineira Camila Maia faz em suas composições. Com apenas 22 anos, ela já demonstra personalidade na voz e em trabalhos de sua autoria. O destaque no meio artístico veio com o hit Eu Não Sou Uma Flor, que fez parte da trilha sonora da novela global Malhação. Agora, ela prepara o segundo CD, Novo Dia, que está em fase de finalização.

O novo trabalho foi gravado com produção de Rique Azevedo e João Milliet. Para satisfazer os mais ansiosos, já foi lançada uma pequena amostra do CD, com quatro músicas: Na Hora Certa, Distante (de você), Tudo Diferente e Lembranças. Embaladas pela levada pop rock, as canções foram feitas pela própria Camila e falam de amor, desejos e sonhos.

Confira entrevista exclusiva e saiba mais sobre a carreira da cantora.

Guia da Semana: Você começou com uma banda aos 15 anos. Como surgiu esse interesse pela música?
Camila Maia: Na verdade, sempre gostei muito de música. Minha avó tocava piano. Meu pai é engenheiro, mas toca guitarra e tinha uma banda de rock. Eu estava sempre naquele meio e acompanhava alguns shows com minha mãe. Até cheguei a fazer participações em apresentações dele. Aos nove anos, comecei a fazer aula de piano. Com 12, iniciei o canto, pois já tinha o desejo de ser cantora, mas isso só se consolidou aos 15, quando montei essa banda com apoio dos meus pais. Então, vi que era isso que queria para minha vida.

Guia da Semana: E qual era o estilo musical que você cantava na época?
Camila: No começo, nós não tínhamos música própria. Então, fazíamos cover de pop rock. Cantava músicas de artistas que eram referência para mim, como Avril Lavigne e Alanis Morissette, e até algumas versões de bandas dos anos 1960 e 1970.

Guia da Semana: Quando você começou a compor?
Camila: No meu primeiro trabalho, que gravei com 16 anos, Eu Não Sou Uma Flor, eu era apenas intérprete de músicas inéditas de outros compositores. Comecei a compor para o meu segundo disco, com a produção do Rique Azevedo e do João Milliet. Até devo muito a eles, pois me influenciaram muito. Fiz todas as composições na época da gravação mesmo.

Guia da Semana: Em que você se inspirou para criar as músicas?
Camila: Na parte melódica, o disco tem muita influência da Sara Bareilles, Taylor Swift, Marron 5, enfim, cantores dos quais eu gosto e acabo absorvendo características sonoras. Em relação às letras, são muito autobiográficas. São vivências e as pessoas acabam se identificando. Falo da questão da busca do verdadeiro amor. Há também letras de agradecimento, como uma música que fiz para meus pais.

Foto: Heitor Florence/Divulgação


Guia da Semana: Quais foram as maiores dificuldades que você encontrou no começo?
Camila: Como qualquer outra profissão, o mais difícil é conquistar o seu espaço. É preciso ser muito persistente e determinada. No meio musical, é necessário se sobressair. Hoje em dia, com a facilidade de divulgar na Internet, há muita gente boa no mercado. Então, é preciso estar no lugar certo e na hora certa, além de conhecer pessoas bacanas pelo caminho para ter um direcionamento legal do trabalho e se consolidar.

Guia da Semana: Você chegou a usar os recursos de Internet para divulgar o trabalho?
Camila: Muito. Não tanto no meu primeiro trabalho, mas já fizemos um CD promocional com quatro faixas do trabalho que vai ser lançado neste semestre e o primeiro meio que usamos foi o MySpace. Hoje essas redes sociais são muito importantes, pois são o primeiro contato que temos com o público.

Guia da Semana: Você estuda outra coisa paralelamente ou você se dedica só à música?
Camila: Eu faço bastante coisa. Faço aula de canto e toco violão. Além disso, estou terminando o curso de administração em Belo Horizonte. Também faço teatro.

Guia da Semana: E como você concilia tudo isso?
Camila: Sempre gostei de fazer muitas atividades. Acho que quanto mais coisas a gente faz, melhor a gente se organiza. Então, consigo conciliar bem.

Guia da Semana: Como você classifica seu estilo de música? Qual é o público que você atinge?
Camila: Eu me defino como pop. Só que, quando vou compor, não me ligo no público que quero atingir ou em um estilo específico. Eu me alimento do que gosto. Em relação ao público, acho que adolescentes se identificam com o som mais por causa da minha imagem, mas não tem validade, porque os temas se encaixam em todas as idades.

Foto: Heitor Florence/Divulgação


Guia da Semana: Como surgiu o convite para que sua música fizesse parte de Malhação?
Camila: Gravei meu trabalho com direção artística de Jorge Davidson, que na época tinha acabado de produzir Felipe Dylon. Então, ele tem muito contato e apresentou meu disco para o pessoal da Rede Globo. E a música Eu Não Sou Uma Flor tinha tudo a ver com o roteiro da novela Malhação. A partir dessa primeira conquista, vivi momentos inesquecíveis. Vi muita gente cantando a música.

Guia da Semana: Como será o formato do show que você está preparando para divulgar o Novo Dia?
Camila: Em relação aos instrumentos, são os mesmos que foram usados no disco: bateria, baixo, guitarra, violão, piano. Quanto ao repertório, vamos tocar músicas do Novo Dia e versões de músicas das quais eu gosto. Também terão algumas surpresinhas que fogem um pouco até do meu estilo pop. Está bem mesclado.

Guia da Semana: Qual é o seu maior sonho como cantora?
Camila: É poder consolidar minha carreira como cantora e compositora, e conseguir estabelecer essa conexão com o público.


Atualizado em 2 Dez 2011.

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