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Por Redação Guia da Semana

Som ao natural

De passagem pelo Brasil, o cantor Billy Paul critica a música eletrônica e diz utilizar procedimentos pouco tecnológicos na hora da produção musical.

Por Humberto Baraldi


Fotos de divulgação

A onda do puts puts está no ar! Para alguns, essa é a definição para a música da atualidade: uma mistura de ritmos e ruídos que ao serem ouvidos dão a impressão de batidas idênticas e repetitivas. "Tudo isso é fácil fazer. Basta capturar um monte de sons e colocá-los em uma máquina. Agora o complicado é fazer ao natural, unindo acompanhamentos sonoros puros ao timbre da voz. Para mim, este é o verdadeiro som", acredita o cantor americano Billy Paul, um dos maiores defensores da produção musical natural.

De passagem pelo Brasil, o intérprete de soul, jazz e blues prefere estilos pouco tecnológicos para a elaboração de suas canções. "Entro no estúdio, a banda começa a tocar e eu solto a voz", descreve. Certo ou não com a escolha, o músico que critica as batidas eletrônicas esbanja um tremendo vozeirão e em um bate-papo com jornalistas em São Paulo, se diz fã de Tom Jobim, considera o Brasil um reduto para os seus sucessos e ainda revela a data do lançamento do próximo álbum.

Conhecido por interpretar os sucessos Me and Mrs. Jones, July, July, July e Purple Rain, Billy começou a cantar aos 12 anos de idade, em programas de rádio na Filadélfia, onde nasceu. Antes de virar estrela, o músico se apresentou em clubes de jazz, durante os anos 50, o que lhe rendeu parcerias com artistas como Charlie Parker, Nina Simone e Miles Davis.

Após anos de carreira e beirando os 70 anos, o astro, ainda em boa forma, possui no currículo 23 álbuns, prêmios e parcerias inesquecíveis com Stevie Wonder, Sammy Davis Jr., Roberta Flack, entre outras personalidades.



Com tanta bagagem, Billy elogia o blues brasileiro, mas alerta que os músicos são pouco reconhecidos no país. "Este ritmo está indo bem aqui. O interessante é que alguns artistas têm que ir ao exterior para ficar bem-sucedido. Só são lembrados se fizerem sucesso lá fora", expõe.

E o samba... "Sempre tive contato com esse tipo de música", relata o americano que ainda cita a bossa nova. "Tom Jobim é o meu compositor favorito. Tento pegar as músicas e encaixar no estilo de Tom. É um toque que sempre gosto de dar ao meu som", continua.

Com muito bom humor, o intérprete ainda manda um recado aos jovens brasileiros. "Eles devem ter respeito pelos grandes nomes da música nacional, como Elis Regina, Jorge Ben Jor e Tom Jobim. Estes sim são músicos de verdade".

Muitas músicas minhas aqui no Brasil são sucessos. Um dos maiores hinos é July, July, July e Purple Rain. É engraçado que no Brasil, eu tenho mais sucessos do que em qualquer outro lugar no mundo.

Prestes a gravar um DVD com Leo Maia, filho de Tim Maia, Paul crê que o país aceita muito o seu trabalho. "Tenho mais sucessos aqui do que em qualquer outra parte do mundo".

Para o futuro, Billy lançará mais um álbum. Com quase todas as músicas finalizadas e utilizando o tradicional estilo natural de produzir, a nova seleção de hits deve aparecer no fim de janeiro nas lojas. Ele ainda brinca: "Estou a sete dias em São Paulo e estou pensando em fazer uma música com o tema terra que não pára de chover".

Atualizado em 6 Set 2011.

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