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Por Redação Guia da Semana

É ou não é?

Censura de informação na internet... É possível?.

Foto: Sxc.Hu



Hoje, lidamos com uma imensidão de informações na internet. São tantas as fontes e origens que fica difícil sabermos se o fato publicado está correto e se é de fonte confiável.


Com a liberdade que nós, usuários, temos hoje para adicionar o que bem entendermos, por meio de sites e blogs, é preciso tomar cuidado com o que buscamos. Por isso, quanto mais pudermos comparar informações, será melhor.

Enquanto empresas de internet priorizam velocidade na busca, leva cada vez mais tempo para encontrarmos notícias confiáveis, já que não podemos simplesmente considerar o primeiro resultado de busca que fazemos, a não ser que o site seja conhecido e tenha credibilidade.

Essa liberdade que os usuários encontram para adicionar dados na web nos permite encontrar qualquer tipo de conteúdo. O que resulta não somente na enormidade de informações que temos hoje, mas também no fato de algumas empresas, e até governos, censurarem acessos a sites indesejados ou considerados impróprios.

O exemplo maior é o do governo chinês, que monitora 100% dos dados consultados e adicionados por usuários de internet no país. E, além de monitorar, reprime os que acessam sites considerados impróprios, em alguns casos sob pena de prisão.

Isso fez com que, em plena Olimpíada de Pequim, um grupo de jornalistas brasileiros fosse autuado pelo órgão de controle do governo chinês durante uma pesquisa que faziam para uma reportagem. O grupo teve de dar explicações de porquê estavam acessando determinada informação (que não foi divulgada). Ficaram detidos temporariamente e foram liberados somente após explicarem o objetivo da pesquisa.

O Google, para ter seus serviços funcionando na China, teve de concordar com diversas imposições feitas pelo governo. Do contrário, não teria permissão para funcionar no país. Recentemente, na data de 20 anos de aniversário dos protestos na Praça da Paz Celestial, o governo chinês bloqueou acesso dos usuários chineses a sites que falavam sobre o tema, bem como a sites de buscas e alguns provedores de e-mail.

Temos de concordar que, para algumas situações, a censura se faz necessária. Mas isso deveria ocorrer em casos que podem interferir na segurança de usuários e cidadãos (como sites de pedofilia ou brigas entre torcidas de futebol iniciadas em sites de relacionamento, entre outros), e não quando as pessoas simplesmente buscam informações que irão agregar ao seu conhecimento.

Quem é o colunista:Graduado em Adm. De Empresas e pós-graduardo em Gestão de Marketing. É calmo (às vezes até demais), analítico, bem-humorado, pau pra toda a obra, que adora viajar e assistir filmes.

O que faz: Trabalha, namora, viaja, joga futebol, vídeo-game e ainda arranja tempo pra navegar na Internet.

Pecado gastronômico: Depende do momento, mas normalmente frutas cobertas com chocolate cremoso!

Melhor lugar do mundo: Bem longe do trânsito.

Fale com ele: wanderley mailto:[email protected] ou acesse seu twitter.


Atualizado em 6 Set 2011.

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