Guia da Semana

“Aposta Máxima” traz Justin Timberlake e Ben Affleck em ação com pôquer

Filme de Brad Furman arrisca pouco e prefere explorar as trapaças dos bastidores à adrenalina do jogo

Nem o elenco “pop star” de Aposta Máxima conseguiu salvar o novo filme de Brad Furman do tédio. Investindo na velha história do jovem gênio que se envolve na jogatina para ganhar dinheiro (coisa que Quebrando a Banca fez muito bem), o thriller tenta ser sensual e tenso, mas se arrasta numa trama pouco inspirada e – o que é mortal – segura demais.

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Justin Timberlake é Richie, um estudante universitário de Princeton que já passou por Wall Street, mas acabou perdendo tudo e agora faz o meio-de-campo entre alunos (ou professores) e sites de pôquer para pagar a faculdade. Quando a situação aperta, ele decide largar tudo e ir à Costa Rica falar com o dono de um desses sites – Ivan Block (Ben Affleck).

Affleck foge pouco da sua zona de conforto: seu personagem é poderoso e traiçoeiro, mas sua expressão é sempre tão despreocupada que não chegamos a temer nada muito audacioso de sua parte. Não sentimos perigo.

Timberlake, por outro lado, lida bem com o papel do jovem que sabe estar sendo manipulado e que tenta mover seus pauzinhos discretamente para sair da armadilha. O problema é que, desde o início, temos a impressão de que nada acontecerá com ele e que ele é infinitamente mais atento aos detalhes do que seu chefe-inimigo. Além disso, o público não tem a chance de conferir de perto suas habilidades matemáticas – o filme não mostra os jogos e trabalha apenas nos bastidores “humanos”.

Outra figura importante é a bela Gemma Arterton – algo como amante de Block, mas livre para escolher seus parceiros... Ou será que não? Sua função não fica clara no longa, nem temos certeza se sua atração por Richie será perigosa para ambos. Mais uma vez, a sensação de perigo falha em se fazer presente e o espectador fica se perguntando se teria perdido alguma informação.

Furman, vale notar, bem que se esforça em trazer o medo à tela: até jacarés aparecem para assustar o pobre Richie. Mas Block está longe de ser o mafioso que o diretor pretendia, caricaturado em cenas como a reunião particular na sauna e no episódio com os répteis. “Estou fazendo isso por você!”, diz o vilão, sem um pingo de vontade. E Richie reage com olhos arregalados – é o mais próximo que chegaremos de um arrepio na espinha.

Assista se você

- É fã de Justin Timberlake ou Ben Affleck

- Gosta de filmes com golpes e trapaças

- Gostou de “O Poder e a Lei”, filme anterior de Brad Furman

Não Assista se você

- Procura o próximo “Quebrando a Banca”

- Espera ver um filme violento ou cheio de tiros

- Quer ser surpreendido pelo filme

Atualizado em 4 Out 2013.

Por Juliana Varella
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