Guia da Semana

“Cães de Guerra” mostra um novo lado de Jonah Hill nas telas

Ator interpreta um traficante de armas em filme com Miles Teller

Estreia no dia 8 de setembro mais um filme com dois amigos que se envolvem em encrencas envolvendo armas, dinheiro e algumas mentiras. Se você pensou em “Anjos da Lei”, então você provavelmente vai se surpreender com “Cães de Guerra”, longa de Todd Phillips (“Se Beber, Não Case”) que estreia na próxima quinta-feira, 8 de setembro.

Phillips talvez esteja tentando se provar como um diretor e roteirista mais versátil do que sugeriam seus trabalhos até agora – todos em comédias mais ou menos no mesmo formato. “Cães de Guerra”, apesar de não parecer à primeira vista, foge consideravelmente à regra: não é um filme sobre dois amigos que passam dos limites, mas sim sobre o mercado da guerra, ganância e traições.

Inspirações


O filme parece beber amplamente de duas fontes: “O Senhor das Armas”, pela pretensão de analisar a guerra como indústria e não como conflito (a sequência inicial promete muito nesse sentido), e “Scarface”, clássico que os protagonistas citam e no qual se inspiram abertamente durante todo o filme. Deste último, vem o arco de ascensão e queda do mafioso – ou, no caso, dos jovens espertos que aproveitam as arestas do mercado internacional de armamentos para lucrar longe dos holofotes. Também é daí que se inspira a trágica amizade, que leva um garoto comum a se envolver num negócio no qual nem acredita simplesmente por admirar o colega bem-sucedido.

Humor

Não que “Cães de Guerra” não tenha seu lado cômico. Miles Teller e Jonah Hill – ator que, como o diretor, também se esforça para afastar o rótulo de “humorista adolescente” – têm uns bons 30 ou 40 minutos de deslumbramento com o dinheiro e as armas antes da montanha-russa começar a descer e, nesse primeiro momento, ainda é possível se divertir com a risada excêntrica de Hill ou com as desventuras da dupla nas estradas da Jordânia.

Um novo lado de Jonah Hill

Teller pode ser o garoto-prodígio de Hollywood, mas é Hill quem rouba a cena. Sombrio, ligeiramente insano e, ainda assim, carismático, seu personagem conquista poderosos aliados na lábia e magnetiza o público com a mesma facilidade. O filme pode ter um longo caminho até o prestígio de seus modelos, mas, para o ator de 32 anos, será uma vitrine definidora.

Atualizado em 8 Set 2016.

Por Juliana Varella
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