Guia da Semana

Crítica: Criativo e emocionante, “Divertida Mente” figura entre os melhores trabalhos da Pixar

Animação explora o universo emocional de uma menina de onze anos

Conheça Alegria, Medo, Raiva, Nojinho e Tristeza. Estas cinco emoções, antropomorfizadas em figurinhas adoráveis e coloridas, são as protagonistas da nova animação da Pixar, “Divertida Mente”. Ovacionada em Cannes, a obra vem sendo comparada aos maiores sucessos do estúdio – como “Wall-E” e “Up! Altas Aventuras” – e com toda a razão.

“Divertida Mente”, dirigido por Pete Docter (“Up! Altas Aventuras”) e Ronaldo Del Carmen, provoca no público muito mais do que aquele “ooown” característico das animações da casa. Cada uma das emoções salta da tela, nos fazendo rir e chorar como criancinhas enquanto somos transportados a um universo totalmente novo, interessante e muito bem explorado.

O filme conta a história de Riley, uma menina de onze anos que se muda com os pais para São Francisco. Decepcionada com a nova casa, apavorada com os novos colegas e beirando a puberdade, ela se deixa dominar por emoções que, até então, nunca tinham tido tanto espaço em sua vida de criança.

Do lado de dentro, isso significa que Medo, Raiva e Nojinho tomam conta do “centro de controle” (uma espécie de salinha panorâmica de onde os personagens podem ver a vida de Riley e gerenciar suas reações e memórias), enquanto Alegria e Tristeza se perdem no complexo labirinto da consciência.

Esse universo psicológico é uma atração à parte. Conectadas à torre central, estão as ilhas que compõem a personalidade da menina: “Família”, “Amizade”, “Brincadeira”, “Honestidade” e “Hóquei”, seu esporte favorito (note que os estereótipos femininos não existem ou ainda não se formaram na cabeça dessa criança). Cada ilha é sustentada por memórias específicas e ativada quando a situação pede, recuperando lembranças para ajudar Riley a lidar com novas informações.

Atrás das ilhas, fica um labirinto com estantes repletas de Memórias de Longo Prazo, que têm a forma de bolinhas coloridas com a cor da emoção predominante. Ao lado, há o terreno da Imaginação e, mais à frente, uma área proibida onde é feito o Processamento de Pensamentos Abstratos (ge-ni-al).

Ligando o labirinto à torre central, passa o Trem do Pensamento (“train of thought”, em inglês, pode ser traduzido como “fluxo de consciência”), com paradas na Fábrica de Sonhos (que lembra um estúdio de cinema) e no tenebroso Subconsciente.

Com tantos ambientes para explorar, seria fácil deixar de lado a vida real de Riley, mas Docter e Del Carmen tomam o cuidado de desenvolver os dois lados, voltando às experiências “de fora” sempre que isso é relevante para a aventura “de dentro”. De vez em quando, eles até exploram outras mentes, mostrando ao público que todos os personagens têm seu próprio universo emocional.

“Divertida Mente” é tudo o que os fãs de animação esperavam da Pixar: é complexo o suficiente para agradar a crianças e adultos, tem uma história emocionalmente tocante, uma mensagem forte, personagens memoráveis e uma arte impecável. Em outras palavras, corra para os cinemas. Estreia no dia 18 de junho.

Atualizado em 19 Jun 2015.

Por Juliana Varella
Compartilhe

Comentários

Outras notícias recomendadas

Saiu o primeiro teaser de "Homem Aranha: De Volta ao Ler"; vem assistir!

Trailer completo será divulgado nesta quinta-feira

Mais de 20 fotos inéditas de "Transformers: O Último Cavaleiro" vazam na internet; confira

Próximo longa da franquia estreia em junho de 2017

"O Círculo": Suspense com Tom Hanks e Emma Watson ganha primeiro trailer

Em 2017, os atores vão se encontrar nas telonas pela primeira vez

Após polêmica, Bernardo Bertolucci desmente estupro em "Último Tango em Paris"

Diretor julgou repercussão como um "mal-entendido ridículo"

"Guardiões da Galáxia Vol. 2" tem o trailer mais assistido da história da Marvel

Continuação do longa de 2014 chega aos cinemas em abril de 2017

"Sully - O Herói do Rio Hudson" ganha nova data de estreia no Brasil

Filme em que Tom Hanks evita acidente aéreo teve lançamento adiado após tragédia com Chapecoense