Guia da Semana

Crítica: “Maze Runner: Prova de Fogo” traz muita corrida e pouca personalidade

Segundo filme da trilogia faz apenas a transição entre os outros dois, mas acrescenta muito pouco à franquia

Existe um senso-comum em Hollywood sobre segundos filmes: eles são amaldiçoados. Salvo uma ou outra exceção milagrosa (“O Império Contra-Ataca”, por exemplo), quase sempre a primeira sequência de um filme será pior que o original – aliás, bem pior. E “Maze Runner: Prova de Fogo”, infelizmente, não foge à regra.

O primeiro filme chegou aos cinemas em 2014 e teve uma recepção razoável por parte do público e da crítica. Adaptação do primeiro volume de uma série com cinco livros (que serão condensados em três filmes), “Maze Runner: Correr ou Morrer” aproveitou a onda das distopias juvenis e trouxe aos cinemas mais uma história de jovens oprimidos por instituições. No caso, é um grupo de meninos que têm suas memórias apagadas e são trancados numa clareira totalmente sem recursos, cercada por um labirinto cheio de armadilhas.

Obrigados a viver em comunidade, eles se organizam e criam suas próprias regras, que serão quebradas com a chegada do protagonista Thomas (Dylan O’Brien) e de uma menina, Teresa (Kaya Scodelario). O filme tinha um quê de “Jogos Vorazes”, mas ainda tinha personalidade e apostava num discurso social interessante: jovens disputavam poder, abdicavam da individualidade pelo bem do grupo e criavam uma sensação de pertencimento à tribo que os protegia dos perigos de fora.

Agora, não há mais discurso. Em “Prova de Fogo”, tudo o que Thomas, Teresa e os outros protagonistas fazem é correr. Bem, a corrida está no título e já fazia parte da primeira aventura, mas, aqui, ela deixou de ser um meio para se tornar o objetivo. O que esses meninos vão fazer para se salvar? Correr. O que eles vão fazer para ameaçar a C.R.U.E.L.? Correr. Então prepare-se para muita jornada rumo a um terceiro filme que, esse sim, pode ter algo a dizer.

A fuga que domina este segundo capítulo não é, em si, o problema. O que o torna fraco é o roteiro, que, ao invés de criar situações intrigantes que desafiem os personagens e os façam evoluir, apenas repete a mesma fórmula quatro, cinco, seis vezes num déja-vu infinito. Repare: em todos os ambientes por quais o grupo passa, há uma cena de fuga por uma porta ou janela em que alguém fica para trás, e depois alcança os demais ou é resgatado. Sempre.

A preguiça do roteiro também fica evidente na profusão de clichês, desde os personagens típicos do gênero (o amigo que trai o grupo, o inimigo que se torna amigo, o protetor que se revela vilão...) até as cenas clássicas, como a dos amigos que se levantam um a um para apoiar o herói quando tudo parece perdido. Por favor, o público merece mais do que isso.

“Maze Runner: Prova de Fogo” estreia no dia 17 de setembro e o próximo filme, chamado por enquanto de “The Death Cure”, está previsto para estrear apenas em 2017.  

Atualizado em 19 Set 2015.

Por Juliana Varella
Compartilhe

Comentários

Outras notícias recomendadas

Ator de “Power Rangers” faz homenagem à Chapecoense durante a CCXP 2016

Elenco do filme participa da terceira edição da feira de cultura pop em São Paulo

Veja os melhores cosplays da Comic Con Experience 2016 (CCXP)

Evento acontece no São Paulo Expo entre 1 e 4 de dezembro

CCXP 2016 surpreende com vídeos exclusivos no segundo dia de evento

Cena de novo “Homem-Aranha” e trailer de “Planeta dos Macacos: A Guerra” foram destaques na sexta-feira

"Jumanji" tem estreia no Brasil adiada para 2018

Anúncio foi feito pela Sony durante a CCXP

Assista à entrevista exclusiva com Fiuk e Sandy sobre a animação "Sing - Quem Canta Seus Males Espanta"

Filme estreia no dia 22 de dezembro nos cinemas

"A Múmia": Remake com Tom Cruise ganha teaser e pôster

Estreia está agendada para junho de 2017