Guia da Semana

Críticas negativas de grandes filmes

Até os clássicos já foram detonados pelos críticos de cinema! Confira alguns dos casos mais polêmicos

Toda unanimidade é uma farsa. Às vezes, temos a impressão de que todos os críticos de cinema gostam dos mesmos filmes e detestam aqueles que você adora, não é mesmo? Pois esta é a hora da vingança. A verdade é que até os filmes consagrados, que hoje são colocados no pedestal, já foram alvo de análises negativas (algumas BEM negativas) por esses mesmos profissionais.

Confira algumas das críticas mais cruéis feitas sobre grandes filmes na época de seus lançamentos:

 

O Mágico de Oz (1939)

O filme tem anões, música, Technicolor, personagens excêntricos e Judy Garland. Não se pode esperar que tenha humor também e, quanto ao leve toque de fantasia, ele pesa algo como uma libra de bolo de frutas ensopado. —The New Republic

“It has dwarfs, music, Technicolor, freak characters and Judy Garland. It can’t be expected to have a sense of humor as well, and as for the light touch of fantasy, it weighs like a pound of fruitcake soaking wet.”


Eu sentava encolhido diante da produção em Technicolor da MGM O Mágico de Oz, que não exibe nenhum traço de imaginação, bom gosto ou ingenuidade... Não gosto dos Singer Midgets em circunstância alguma, mas os achei especialmente entediantes em Technicolor. – Russell Maloney, The New Yorker

“I sat cringing before M-G-M’s Technicolor production of The Wizard of Oz, which displays no trace of imagination, good taste, or ingenuity… I don’t like the Singer Midgets under any circumstances, but I found them especially bothersome in Technicolor…” 

Guerra nas Estrelas (1977)

Não há respire no filme, não há lirismo; a única tentativa de beleza está no duplo pôr-do-sol. (...) É um amontoado de sobras – não tem apelo emocional... Um épico sem um sonho. —Pauline Kael, The New Yorker

“There’s no breather in the picture, no lyricism; the only attempt at beauty is in the double sunset. (…) It’s an assemblage of spare parts—it has no emotional grip... an epic without a dream."


Nenhum desses personagens tem qualquer profundidade, e eles são todos tratados como os acessórios e cenários decorativos. - Jonathan Rosenbaum, Chicago Reader

“None of these characters has any depth, and they're all treated like the fanciful props and settings!”

*Sobre O Império Contra-Ataca:


[Harrison] Ford, tão empolgadamente desinteressante quanto se poderia esperar de um herói de quadrinhos, e a Srta. [Carrie] Fisher, com uma beleza tão sem graça quanto a base de uma lâmpada de porcelana, tornam-se (é rude dizer?) cansativos.- Vincent Canby, The New York Times

"Ford, as cheerfully nondescript as one could wish a comic strip hero to be, and Miss Fisher, as sexlessly pretty as the base of a porcelain lamp, become (is it rude to say?) tiresome.  

Clube da Luta (1999)

Mas esta fantasia, mesmo com seu talento, é ridícula e até entediante. Devemos aceitar a ligação masculina e os rituais de sangue como um protesto contra a esterilidade da vida corporativa e o design moderno, mas os chutes sadomasoquistas de Fincher superam qualquer possibilidade de crítica social. – David Denby, New Yorker

 “But this fantasia, for all its skill, is ridiculous and even boring. We’re meant to take the male bonding and the blood rituals as a protest against the sterility of corporate life and modern design, but Fincher’s sadomasochistic kicks overwhelm any possible social critique.”


Às vezes, para variar, eles espancam uns aos outros. É pornô macho – o filme sexual para o qual Hollywood vem caminhando por anos, no qual o erotismo entre sexos é substituído por brigas de meninos em vestiários. – Roger Ebert, Chicago Sun-Times

“Sometimes, for variety, they beat up themselves. It's macho porn -- the sex movie Hollywood has been moving toward for years, in which eroticism between the sexes is replaced by all-guy locker-room fights.” 

A Origem (2010)

Uma forma de garantir alguma diversão com esse trambolho seria cair no sono enquanto assiste e sonhar você mesmo com um filme melhor. Experimente. Você evitará uma dor de cabeça. - Kelly Vance, East Bay Express

"One way to salvage some fun with this blunderbuss would be to fall asleep while watching and dream up a better movie yourself. Try it. You'll avoid a headache"


“A Origem” é um filme de visual impressionante que se perde em complicações fabulosas, um filme devotado a seus próprios feitos e pouco além disso.  – David Denby, New Yorker

“Inception” is a stunning-looking film that gets lost in fabulous intricacies, a movie devoted to its own workings and to little else.” 

O Iluminado (1980)

Com tantas possibilidades para trabalhar, o diretor Stanley Kubrick se associou ao agitado Jack Nicholson para destruir tudo o que havia de tão terrível no bestseller de Stephen King. - Variety

“With everything to work with, director Stanley Kubrick has teamed with jumpy Jack Nicholson to destroy all that was so terrifying about Stephen King's bestseller.”


Kubrick busca uma versão fresca e ensolarada do inferno, nascida no berço de uma família nuclear, mas sua linguagem visual – com a simetria compulsiva e o brilho – é banal demais para sustentar o interesse, enquanto a linha narrativa incrivelmente frouxa acaba com o suspense. – Dave Kehr, Chicago Reader

“Kubrick is after a cool, sunlit vision of hell, born in the bosom of the nuclear family, but his imagery--with its compulsive symmetry and brightness--is too banal to sustain interest, while the incredibly slack narrative line forestalls suspense.”

*Shelley Duval e Stanley Kubrick foram nomeados à Framboesa de Ouro por este filme. 

Metropolis (1927)

É uma maravilha tecnológica com pés de barro, um filme tão sem alma quanto a mulher manufaturada de sua trama. Suas cenas arrepiam com imaginação cinemática, com multidões de homens e mulheres e cenários surpreendentes. É dificilmente um filme para ser julgado por sua narrativa, já que, apesar da natureza fantástica da história, ele é, como um todo, não convincente, sem suspense e em alguns momentos extravagantemente teatral. – Mordaunt Hall, The New York Times

“It is a technical marvel with feet of clay, a picture as soulless as the manufactured woman of its story. Its scenes bristle with cinematic imagination, with hordes of men and women and astounding stage settings. It is hardly a film to be judged by its narrative, for despite the fantastic nature of the story, it is, on the whole, unconvincing, lacking in suspense and at times extravagantly theatric.”


É uma pena que tanto trabalho realmente artístico tenha sido desperdiçado nesta trama manufaturada. - Variety

“Too bad that so much really artistic work was wasted on this manufactured story.”


Atualizado em 4 Jun 2014.

Por Juliana Varella
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