Guia da Semana

Will Smith e Margot Robbie brincam de ladrões em “Golpe Duplo”

Filme também traz Rodrigo Santoro como o dono de uma equipe de corrida

Filmes cujo título leva as palavras “golpe”, “truque” ou “trapaça” pertencem a um gênero todo particular. Em geral, o mocinho é um enganador profissional que conhece alguém tão bom quanto ele e, no final, tudo leva a crer que um dos dois conseguiu trapacear o outro, mas, na verdade, foi o contrário.

Golpe Duplo”, é claro, não foge à regra. Dirigido por Glenn Ficara e John Requa (de “O Golpista do Ano”), o filme traz Will Smith no papel de Nicky, líder de uma gangue especializada em golpes pequenos – joias, carteiras, clonagem de cartões. Procurando uma “estagiária”, ele conhece Jess (Margot Robbie), uma batedora de carteiras como ele nunca viu.

Os dois trabalham juntos por um tempo e acabam se afastando. Anos depois, se reencontram em lados opostos de um novo golpe, envolvendo o dono de uma equipe de carros de corrida chamado Garriga (Rodrigo Santoro).

O personagem de Santoro tem todos os sinais de um vilão, mas seu peso nunca chega realmente a se impor: a briga é, mesmo, entre Nicky e Jess. O problema é que as motivações desses personagens são tão embaçadas quanto a câmera, que sai de foco toda vez que Nicky se distrai por causa de Jess. Nada mais previsível, já que o nome original do filme é “Focus” – “foco”, em português.

A palavra vem da regra de que, para roubar alguém, basta atrair o foco para outra região e agir sobre seu ponto cego. Ficamos, então, avisados de que o filme tentará desviar nosso foco para nos enganar no final, dando uma daquelas reviravoltas espetaculares que os grandes enredos do gênero sempre dão.

Bem, não é o caso. O que o filme faz é deixar várias perguntas sem resposta, ou com respostas bem pouco convincentes. Interpretada com risadinhas nervosas, a cena que deveria explicar tudo, no final, soa como uma solução apressada para um roteiro que se enrolou em si mesmo. Pelo menos, o caminho até ali fora divertido.

Atualizado em 13 Mar 2015.

Por Juliana Varella
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