Guia da Semana

As mulheres da cidade

Dentre as centenas de bairros da terra da garoa, alguns deles levam nomes de mulheres. E eles têm sua razão de serem chamados assim

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As mulheres da cidade

Data 03 Mar 2011-31 Dez 2011
Sob consulta.

Preço(s) Sob consulta.

Horário(s) Sob consulta.

Largo Senador Raul Cardoso, 207, 04021-070

Telefone (11) 3512-6111

Mariana, Matilde, Madalena... mulheres com M maiúsculo - literalmente - dão o nome a alguns bairros de São Paulo. Conheça as histórias surpreendentes das donas desses pedaços e o que tem de inusitado por lá.

Vila Mariana
Há duas histórias diferentes para a origem do nome. Uma delas era a Mariana, esposa do engenheiro Alberto Kuhlman, responsável pela construção da estrada de ferro que saía da região da Liberdade e ia até Santo Amaro. Outra versão é uma homenagem do coronel Carlos Eduardo de Paula Petit: ele uniu o nome de sua esposa, Maria, e sua mãe, Anna e, assim, nomeou a vila onde morava. A região era um amontoado de chácaras e sítios, mas foi se desenvolver mesmo com a chegada da linha de trem. Novas ruas foram abertas, parte dos imigrantes italianos se instalou lá e novos empreendimentos surgiram, como as Oficinas de Ferro Carril, na rua Domingos de Moraes; uma fábrica de fósforos e a escola Dona Maria Petit, na rua Vergueiro; e o Matadouro Municipal, que deu uma guinada no comércio do bairro. Do comércio de miúdos de boi, foi para padarias, quitandas, floriculturas e até um hotel foi construído - para acomodar mais imigrantes. A região se tornou próspera e muito conhecida - mas muitas dessas construções não existem mais. Curiosamente, uma das únicas que não morreram com o tempo foi o Matadouro. Ele não morreu: foi restaurado e funciona a todo o vapor e hoje, totalmente reformado, abriga a Cinemateca Brasileira (foto).



Vila Madalena

O bairro conhecido pelos barzinhos, restaurantes e galerias de arte teve um início bem mais singelo. Chamada de Vila dos Farrapos, ficava na genérica e ampla área conhecida como Pinheiros, que ia desde a várzea do rio de mesmo nome até a região da Avenida Paulista. E o lugar é antigo: os registros são do século 16, quando ainda havia aldeias indígenas por lá. Os moradores contam que essas terras tinham um dono, um português que tinha três filhas: Beatriz, Albertina e Madalena, que deram nome às vilas hoje (a Vila Albertina era pequena e acabou se unindo à Vila Madalena). Até o início do século 20, a região não era nada sofisticada: suas ladeiras íngremes - uma das características mais marcantes da Vila - não tinham calçamento nenhum. A iluminação era na base da vela e da lamparina, a água vinha da bica e o acesso à região era muito precário. Foi com a instalação de uma estação de bonde que a região passou a ser povoada. Açougueiros, padeiros, pedreiros e coveiros começaram a se mudar para a região. A fama do bairro boêmio mesmo só veio com os estudantes da USP, quando os bares e galerias de arte chegaram ao bairro. É lá também que acontece a disputada Feira da Vila Madalena, no dia 21 de agosto, que engloba as ruas Fradique Coutinho, Wisard, Fidalga e Mourato Coelho. É quando barracas de artesanato, roupas e acessórios, além de shows, fazem pessoas de toda a cidade andar pelas mesmas ladeiras íngremes de antigamente.



Vila Matilde
É a mais nova das mulheres que dão nome aos bairros: os registros da vila datam da primeira metade do século 20. Até então, essa extensão de terra, na zona leste, era propriedade de Dona Escolástica Melchert da Fonseca, e tinha o nome de Fazenda Gavião. Aos poucos, essa região foi loteada e dividida em bairros menores. O primeiro deles levou o nome da filha da dona, Matilde, que havia sido casada com Macedo Soares, ex-ministro e embaixador. Um dos lugares que se tornou famoso foi o Largo do Peixe, que não leva esse nome à toa: sardinhas e outros frutos do mar eram vendidos no local. Mas a participação do largo na história da Vila não se resume ao peixe. Era lá que alguns moradores da comunidade se reuniam para animadas rodas de samba e para praticar tiririca, que é uma forma de capoeira. Até que, em 1949, essas pessoas resolveram fundar a escola de samba que se tornou uma das mais tradicionais de São Paulo. A Nenê de Vila Matilde serviu de espelho para outras agremiações da região - e é um dos seus maiores orgulhos.



Foto: Divulgação

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