Guia da Semana
Literatura
Por Lidia Capitani

8 livros para entender e refletir sobre as questões raciais

Escritoras como Harper Lee, Djamila Ribeiro, Conceição Evaristo e Maya Angelou estão na lista.

Fotos: Reprodução/Amazon.com 

Racismo, abusos, violências e injustiças. Essas são palavras que, por vezes, descrevem a vida de pessoas negras pelo mundo inteiro. São questões que precisam ser discutidas, refletidas e combatidas por todos. Por isso, diversos escritores e escritoras produziram livros que contam um pouco da perspectiva dessas vidas. São autores como as brasileiras Djamila Ribeiro e Conceição Evaristo e as americanas Maya Angelou, Angela Davis e Alice Walker.

Pensando nisso, o Guia da Semana trouxe uma lista com 8 livros para você entender e refletir sobre as questões raciais. Confira:

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► “O Sol é Para Todos”, de Harper Lee

Lançado em 1960, o romance “O Sol é Para Todos” venceu o prêmio Pulitzer e logo se tornou um clássico da literatura americana. O livro é narrado por Scoutt, filha de um advogado, que precisa defender um homem negro que foi acusado de estuprar uma mulher branca. O livro discute temas como racismo, injustiças e tolerância. É uma obra emblemática que escancara o racismo da sociedade naquela época.


► “Pequeno Manual Antirracista”, de Djamila Ribeiro

"Pequeno Manual Antirracista", escrito pela filósofa e autora Djamila Ribeiro, serve como manifesto. São dez lições breves que ensinam as origens do racismo e como combatê-lo. Em suas lições, Djamila fala sobre temas como a atualidade do racismo, negritude, branquitude, violência racial, cultura, desejos e afetos. Um livro prático para quem quer entender o racismo estrutural e aprender como pode contribuir na luta.

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► “Mulheres, raça e classe”, de Angela Davis

Angela Davis foi uma grande ativista do movimento negro dos anos 1970, que fez parte dos panteras negras, lutando contra a discriminação racial. Em "Mulheres, raça e classe", Davis traz um panorama histórico sobre a luta anticapitalista, a luta feminista, a luta antirracista e a luta antiescravagista. Essa é uma obra clássica para entender o feminismo interseccional, que relaciona as pautas feministas e raciais.


► “A Cor Púrpura”, de Alice Walker

"A Cor Púrpura" é outro romance clássico da literatura americana, lançado em 1982 e que ganhou o prêmio Pulitzer no ano seguinte à publicação. Alice Walker discute temas como discriminação racial e sexual em uma narrativa densa e real. O livro conta a história de uma garota de 14 anos, Celie, que é abusada sexualmente pelo pai, tem dois filhos dele e é obrigada a casar com o sinhô. Com tanto sucesso, a história foi adaptada ao cinema por Steven Spielberg e foi nomeado a 11 Oscars.

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► “A Resposta”, de Kathryn Stockett

Lançado em 2009, "A Resposta", romance de estreia de Kathryn Stockett, conta a história de empregadas domésticas afro-americanas que trabalham nas casas de senhoras brancas na década de 1960, no Mississipi, Estados Unidos. A história alterna entre três personagens: as empregadas Aibileen e Minny e uma jovem jornalista branca, Skeeter. A recepção do livro foi ótima, com muitos elogios pela crítica, tanto que rendeu uma adaptação ao cinema, que no Brasil recebeu o nome de “Histórias Cruzadas”, que contou com nomes como Emma Stone, Octavia Spencer e Viola Davis.


► “O ódio que você semeia”, de Angie Thomas

"O ódio que você semeia" é um livro mais recente e que retrata uma história sobre racismo nos tempos contemporâneos. Publicado em 2017 e escrito por Angie Thomas, o livro trata de uma literatura para jovens, mas com temáticas universais. Starr é a protagonista que, logo no início da história, vê seu melhor amigo de infância ser morto por policiais. Neste turbilhão de sentimentos, ela precisa encontrar sua voz vivendo entre duas realidades distintas: o colégio com alunos brancos de classe média alta e o bairro periférico que vive.

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► “Olhos d’Água”, de Conceição Evaristo

Conceição Evaristo é uma renomada escritora brasileira, que em 2014 publicou "Olhos d’Água", um romance sobre a população afro-brasileira que sofre violências e injustiças. O livro reúne contos que retratam a experiências de mulheres, mães, filhas e avós com dilemas sexuais, sociais e existenciais. Sua literatura é repleta de vulnerabilidade e violências, e retrata as injustiças e dilemas que a população afro-brasileira sofre diariamente.


► “Eu Sei Por Que o Pássaro Canta na Gaiola”, de Maya Angelou

Maya Angelou foi uma escritora e poetisa americana, que escreveu sua biografia em cinco volumes, sendo o primeiro e mais popular chamado "Eu Sei Por Que o Pássaro Canta na Gaiola". O livro conta a infância e a adolescência de Angelou, dos anos 1930 até 1970, em que ela discute temas como família, autodescoberta e maternidade. Entretanto, o livro também aborda abusos e racismo que marcaram a vida de Maya, mas que ela conseguiu lidar com as duras violências através da escrita.

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Por Lidia Capitani

Atualizado em 8 Jun 2020.

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