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Música
Por Lidia Capitani

12 artistas negros que você precisa conhecer e ouvir o quanto antes

Rincon Sapiência, Drik Barbosa, Doja Cat, Noname e Djonga estão na lista.

Foto: Ben Houdijk/Shutterstock.com | Bruno Trindade (via assessoria - Lab Fantasma) | Jamie Lamor Thompson/Shutterstock.com

Na música, os negros tiveram participação ativa e criativa na fabricação de gêneros como o rock, blues, soul e os mais contemporâneos que dominam as paradas de sucesso, rap, hip hop e R&B. Nomes como Beyoncé, Jay Z, Kanye West e Rihanna você já conhece e admira, portanto, que tal se aventurar em nomes que estão despontando na música atual? São artistas como Rico Dalasam, Tássia Reis, Baco Exu do Blues e Normani que você precisa prestar atenção.

Pensando nisso, o Guia da Semana fez uma lista com 12 artistas negros que você precisa conhecer e ouvir imediatamente. Confira:

► Rico Dalasam

Rico Dalasam é o nome artístico de Jefferson Ricardo da Silva, cantor, compositor e rapper brasileiro. Dalasam é o acrônimo de “Disponho Armas Libertárias a Sonhos Antes Mutilados", e o artista é assumidamente homossexual, sendo um representante da comunidade LGBT no rap. Para começar a ouvir Rico Dalasam, a indicação é pelo disco de estreia, “Orgunga”, de 2016, título que faz referência à soma de "orgulho, negro e gay".


► Rincon Sapiência

Danilo Albert Ambrosio, ou Rincon Sapiência, é um rapper brasileiro que começou a carreira em 2000, e possui dois álbuns: “Galanga Livre”, de 2017, e “Mundo Manicongo: Dramas, Danças e Afroreps”, de 2019. Seu disco solo “Galanga Livre” foi eleito o melhor disco brasileiro de 2017 pela revista “Rolling Stone Brasil”. O rapper também já fez parcerias com artistas como IZA, Alice Caymmi, Drik Barbosa e Rubel.


► Djonga

Compositor, rapper e escritor, Djonga é o nome artístico de Gustavo Pereira Marques, um dos nomes mais influentes do rap brasileiro atual. Suas rimas são agressivas, com forte crítica social. Seu último disco se chama “Histórias da Minha Área” e foi lançado em março de 2020. Neste álbum, Djonga celebra suas origens em Minas Gerais, flerta com o rap e funk e também conta com participações de outros mineiros. O disco pode ser ouvido diretamente no Youtube.


► Drik Barbosa

Drik Barbosa é o nome feminino do rap em língua portuguesa. Em 2019, a rapper lançou seu primeiro disco homônimo, que contou com participação de Karol Conká, Luedji Luna, ÀTTØØXXÁ, Emicida e mais. O disco foi lançado pela Laboratório Fantasma, o mesmo selo de seu EP, “Espelho”, e faz uma mistura de gêneros, com influências do pop, funk 150 BPM, o dancehall e o R&B.


► Tássia Reis

Tássia Reis é o nome artístico de Tássia dos Reis Santos, rapper, cantora e compositora brasileira. Ela iniciou a carreira com o EP "Tássia Reis", em 2014, e em seguida, lançou o álbum de estreia "Outra Esfera", em 2016. Em 2019, veio seu segundo disco, chamado “Próspera”, que foi muito bem recebido pela crítica e considerado um dos melhores do ano pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte).


► Baco Exu do Blues

Cantor, compositor e rapper brasileiro, Diogo Álvaro Ferreira Moncorvo, mais conhecido como Baco Exu do Blues, é de Salvador, Bahia, e ficou conhecido com seu segundo álbum, “Bluesman”, de 2018. Recentemente, lançou um EP feito em casa, durante a quarentena, chamado “Não Tem Bacanal na Quarentena”. O álbum fala sobre temas recentes, como a participação de Babu Santana no “Big Brother Brasil” 20 e o meme da Cardi B falando sobre a pandemia de coronavírus.


► Daniel Caesar

Daniel Caesar é o nome artístico de Ashton Simmonds, cantor e compositor canadense de R&B e neo soul. Freudian foi o álbum de estreia dele, de 2017, e muito aclamado pela crítica. Possui participações de Kali Uchis, H.E.R., Syd, Charlotte Day Wilson e Sean Leon. Já em 2019, o cantor lançou seu segundo disco, Case Study 01, que contou com mais participações especiais de Brandy, Pharrell Williams, John Mayer, Sean Leon e Jacob Collier. Daniel Caesar tem o poder de incluir vulnerabilidade e sutileza em suas canções, perfeito para quem gosta de soul.


► Doja Cat

Cantora e rapper americana, Amalaratna Zandile Dlamini é o nome de Doja Cat. Ela começou a fazer barulho em 2018 com o clipe do single "Mooo!", que virou um meme. Doja Cat lançou seu primeiro álbum de estúdio, “Amala”, em 2018, e uma remontagem deluxe em 2019. Já no fim de 2019 ela lançou seu segundo disco, “Hot Pink”, que estourou com o single "Say So", que alcançou número 1 na Billboard.


► Tierra Whack

Tierra Helena Whack é cantora e rapper americana que possui rimas intimistas e mutáveis. “Whack World” foi seu álbum de estreia em 2018, e recebeu elogios da crítica musical. Já seu single "Mumbo Jumbo", de 2017, recebeu uma nomeação de melhor videoclipe no Grammy Awards. Recentemente, ela participou de faixas com outros artistas como Melanie Martinez, Beyoncé e Tyler, the Creator.


► Noname

Noname é o nome artístico de Fatimah Nyeema Warner, cantora e rapper americana. Sua primeira mixtape, “Telefone”, foi lançada em 2016, mas foi em 2018 que ela lançou seu álbum de estreia, “Room 25. Vale destacar que ela divulgou de forma independente os dois álbuns na internet.


► Normani

Normani Kordei Hamilton, mais conhecida apenas como Normani, é uma cantora americana ex-integrante do grupo Fifth Harmony. Ela começou sua carreira solo fazendo músicas em parcerias com artistas como Khalid, com a música "Love Lies", da trilha sonora do filme “Love, Simon”; e “Dancing Whit a Stranger”, com Sam Smith. Em novembro de 2018, Normani lançou "Waves", com a participação do rapper 6lack, mas foi em 2019 que ela explodiu com o single 'Motivation'. Atualmente, ela trabalha para lançar seu primeiro disco solo, em parceria com a RCA Records e a gravadora Keep Cool.


► Sudan Archives

Cantora e violinista, Brittney Denise Parks é Sudan Archives, um proeminente nome do R&B americano. Ela começou sua carreira em 2017, com o lançamento do EP com seu nome. Depois, em 2018, ela lançou outro EP, chamado “Sink”, mas foi em 2019 que ela apresentou seu primeiro disco Athena. Sudan Archives vai te impressionar com suas músicas que possuem influências africanas, como Francis Bebey, de Camarões, e a violinista sudanesa Asim Gorashi.


Por Lidia Capitani

Atualizado em 9 Jun 2020.

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