Guia da Semana
Restaurantes
Por Edson Castro

O Mercado é um sucesso

Paulistanos esperam em fila quilométrica para prestigiar grande evento de gastronomia no restaurante Sal.

Alex Atala fugiu de sua galinhada no Dalva e Dito para prestigiar o evento de Checho Gonzales (Edson Castro)

O trânsito da Avenida Angélica já anunciava: entrar no O Mercado, não seria nada fácil. Mesmo quem chegou com uma hora de antecedência no Sal Gastronomia se surpreendeu com uma fila quilomêtrica para entrar na feira gastronômica. Quem ganhou com a aglomeração foi um esperto pipoqueiro, que pôde cobrar astrônomicos R$ 8 por um saquinho de pipoca de quem esperava com fome na fila. 

>> Confira as novidades nos restaurantes de SP
>> Saiba como será o Chef na Rua na Virada Cultural 2012
>> Veja mais sobre o Sal Gastronomia, que sediou o evento

“A repercursão foi muito maior do que a gente esperava, mas conseguimos lidar bem. Quem entrou foi muito bem atendido, mas infelizmente, como qualquer lugar que dá lotação máxima, é difícil controlar o público que está de fora. Com regularidade e em nossas edições futuras conseguiremos contornar esses problemas melhor”, disse Checho Gongalez, organizador do evento.

A expectativa em torno do Mercado era grande e mesmo às 3h, embaixo de chuva, a fila continuava cheia de gente curiosa para entrar no local. Quem conseguiu passar no teste de resistência deu de cara com um ambiente charmoso e descontraído que lembrava um misto de feira de rua com quermese. E claro, muita comida boa, com um preço bem acessível.

Entres os mais disputados estavam os ceviches de tilápia e atum de Checho, R$ 14, que se esgostaram em menos de uma hora; e o famoso Buraco Quente, do Na Cozinha, feito com pão francês recheado de picadinho de filé mignon, cebola, pimenta, alho e tomate, que também esgotou lá pelas 2h.

Outras opções que fizeram bastante sucesso foram o sanduíche de pernil, R$ 12, do Alma Rústica, que podia ser acompanhado de um copo de Hidromel, R$ 5, combo digno de um viking. Já o chefe, Henrique Fogaça, Sal Gastronomia, serviu sanduíche de copa de lombo no pão ciabata, acompanhado de bacon, queijo meia cura e vinagrete de maça, R$ 10.

Na parte das bebidas, Tibira, do Caos, serviu drinks como o Jack Lemmy, feito com Coca-Cola, baunilha e Jack Daniel’s, R$ 20; e o Kriptonita, vodka, licor de melão, limão e cereja, R$ 15. Quem preferiu os vinhos pôde experimentar a seleção da sommelier Daniela Bravin, do Bravin, com taças que variavam entre R$ 10 e R$ 15. 

O que era previsto para ser um programinha antes, ou depois, da balada, se tornou o evento da noite para muita gente. O público do Mercado era bem variado, com senhoras de idade e pais com seus filhos pequenos, até jovens descolados e casais em busca de um programa a dois. 

Até mesmo Alex Atala, que organiza o Chef na Rua durante a Virada Cultural 2012, fugiu de sua famosa galinhada no Dalva e Dito para prestigiar o evento do amigo. “Nós precisamos entender que alta cozinha não é ingrediente caro. É uma receita ou um produto bem feito. Isso daqui é só uma semente que vai contagiar muita gente e se Deus quiser o Brasil inteiro. Comida de rua também é cultura”, disse o chef. 

No final das contas, a espera para entrar no evento valeu a pena. Opções variadas de comida boa, clima descontraido e preços acessíveis. A primeira edição do Mercado foi um sucesso. Que venham as próximas.


Por Edson Castro

Atualizado em 7 Ago 2012.

Mais notícias

24 lugares em São Paulo para comemorar o Dia do Macarrão 2019

Restaurantes

10 lugares para comer comida nordestina em São Paulo

Restaurantes

The Fifties coloca o famoso hambúrguer de planta em todos os seus lanches; saiba mais!

Restaurantes

Burger King lança petisco de mandioca por tempo limitado; saiba mais!

Restaurantes

19 lugares para comer deliciosos pratos de nhoque em São Paulo

Restaurantes

De salada a pizza: 15 lugares para comer burrata em São Paulo

Restaurantes