Guia da Semana
Exposição
Por Amanda Matos

Luz e Arte – reflexão e emissão

Exposição de arte imersiva fica em cartaz no Farol Santander até 6 de janeiro.

Foto: Carol Quintanilha/Divulgação

Luz e Arte – reflexão e emissão

Preço R$20.00 a R$20.00

Data 02 Out-06 Jan 2019

Horário(s) De terça a sábado, das 9h às 20h | Domingo, das 9h às 19h

Até 6 de janeiro o Farol Santander recebe a exposição de arte imersiva Luz e Arte – reflexão e emissão. Os artistas brasileiros Gisela Motta e Leandro Lima exibem a obra Entreter, enquanto os italianos do NONE Collective apresentam a inédita instalação NO STRATA.

As instalações, distribuídas em dois andares com 330m² cada, provocam questões contemporâneas usando a luz, desta maneira, provam que ela (luz) pode ser não só um item de apoio para o artista, como pode, também, ser o objeto da obra em
questão.

O projeto Entreter consiste na criação de um grupo de sete objetos dispostos pela sala do 22º andar do Farol Santander, de forma que sua composição completa remeterá a um pequeno Parque de Diversões (Amusement Park). Atrações tradicionais como uma Roda Gigante, uma Montanha Russa e um Carrossel, entre outros, são algumas das diferentes estruturas representadas e miniaturizadas em escala aproximada de 5:1. Cada brinquedo é simplificado aos contornos de seu desenho, com isso, as peças perdem seu sentido de uso físico e, nesse processo de síntese, se reapresentam como provocadores visuais e dos sentidos que aguçamos a partir da observação e memória.

As estruturas estáticas deixam o movimento físico para dar espaço ao movimento audiovisual, nas animações que acontecem pelos pontos de luz. A experiência é percebida pela animação das luzes em cada atração e o público pode passear entre as peças, adaptadas para atenderem, também, pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Deficientes visuais poderão utilizar audioguias.

Já na obra NO STRATA, no 23º andar do Farol Santander, o visitante observa uma instalação com módulos de luz e sons em uma jornada por meio de uma paisagem nebulosa, onde é possível vislumbrar placas douradas de diferentes alturas. Dentro da instalação, o público é imerso em uma floresta composta por 44 módulos vibratórios, feitos de cobre, que reduzem sons metálicos.

Assim como toda grande metrópole é distribuída em camadas, a mesma organização acontece em NO STRATA, com diferentes alturas e materiais; a parte mais baixa é escura, ao passo que a parte mais alta, no teto, é composta por 20 refletores de luzes, que se projetam nas placas de cobre e, ao mesmo tempo, escaneiam o ambiente e o
público, como um radar. Diante dessa complexa floresta tecnológica, os visitantes são convidados a contemplar a paisagem da cidade, sobrepondo o interior e o exterior do prédio, em um momento de pura sinestesia. Esta obra também é adaptada para acessibilidade.


Por Amanda Matos

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