Guia da Semana
Exposição
Por Amanda Matos

Vestindo o tempo – 70 anos de moda italiana

As 45 peças selecionadas pertencem aos colecionadores Enrico Quinto e Paolo Tinarelli.

Fotos: Divulgação (via assessoria de imprensa - Pool de Comunicação)

Vestindo o tempo – 70 anos de moda italiana

Preço Grátis

Data 12 Nov-02 Fev 2020

Horário(s) de terça a domingo, das 11h às 20h

Endereço
(Entrada pela Rua dos Coropés, nº 88)
Avenida Faria Lima, 201, Oeste 01451-001

Telefone (11) 2245-1900

De 12 de novembro de 2019 a 2 de fevereiro de 2020, o Instituto Tomie Ohtake recebe a exposição Vestindo o Tempo – 70 Anos de Moda Italiana, que percorre as rotas que levaram a produção da Itália a ganhar identidade e notoriedade internacional. As 45 peças selecionadas pertencem aos colecionadores Enrico Quinto e Paolo Tinarelli, detentores de um arquivo com seis mil itens, entre vestimentas e acessórios, atualmente fonte de inspiração para numerosas casas de moda.

A mostra, dividida em três núcleos, aborda estilistas, criações e eventos que colaboraram para a projeção da moda italiana desde os anos 1950 até os dias atuais. No pós-Segunda Guerra Mundial, Christian Dior buscava resgatar a feminilidade perdida nos anos bélicos e assim definiu o chamado de New Look, estética que determinou o gosto da moda do final dos anos 1940 e de quase toda a década seguinte. É esse período que a primeira parte desta exposição focaliza ao mostrar a produção de Emilio Schuberth, Sorelle Fontana, Roberto Capucci e Emilio Pucci.

Na segunda parte, a mostra abarca as décadas de 1970 e 1980, agregando aos trabalhos desses estilistas outros que atualizaram a moda italiana ao associá-la ao design e à produção industrializada, o prêt-à-porter – pronto para vestir: Valentino, marca Fendi, Giorgio Armani, Gianfranco Ferré, Franco Moschino, Gianni Versace, Mila Schön, Elio Fiorucci, Missoni, entre outros. Para o curador, esses nomes, especialmente os voltados à moda jovem, receberam influências da moda inglesa, um tanto transgressora, jovial e pop nos anos 1960.

A terceira parte da exposição traz obras do final do século XX até os dias atuais, quando ganham relevância as antigas e tradicionais casas de marroquinaria (comércio de couro) que já existiam antes mesmo de 1951, como Prada (de 1913) e Gucci (de 1921). Segundo Braga, é também nesse momento que a moda italiana se reconhece naquilo que sempre lhe foi historicamente peculiar, ou seja, nas suas intensidades.

A exposição, ao percorrer esses últimos 70 anos da moda italiana, evidencia seu caráter genuíno e a fidelidade na formatação da identidade fashion do país.


Por Amanda Matos

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