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Por Anderson Nascimento

Clarice Falcão desbrava o mundo real

Após ganhar milhões de seguidores de seus vídeos e músicas na web, pernambucana inicia turnê de seu 1º álbum, “Monomania”; veja entrevista.

Clarice Falcão faz show no Auditório Ibirapuera neste sábado, 8 de junho (Divulgação)

O mercado fonográfico não é mais o mesmo. E alguns artistas souberam aproveitar esse momento de transição com maestria. Esse é o caso da pernambucana radicada no Rio de Janeiro Clarice Falcão.

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Na era da internet, a atriz/cantora de apenas 23 anos virou uma celebridade mesmo sem papéis de destaque na TV. Integrante do grupo de humor Porta dos Fundos, Clarice conseguiu que seus vídeos alcançassem milhões de views no YouTube.

E a web também ajuda a divulgar outro viés da arte de Clarice. Monomania, seu álbum de estreia, não tem versão física. O trabalho é vendido apenas via iTunes. Recentemente, Clarice iniciou a turnê de divulgação do disco por várias capitais. Após passagem por São Paulo há poucos dias, ela já está de volta para se apresentar no Auditório Ibirapuera neste sábado, 8 de junho. A procura por entradas foi tão grande que a casa precisou abrir vendas para uma sessão extra.

Apesar da familiaridade e do retorno que a internet lhe proporciona, a atriz Clarice não destaca investir em papéis em mídias convencionais: “Claro [que penso em fazer mais TV e cinema]. Especialmente cinema”.

Leia a entrevista completa de Clarice Falcão para o Guia da Semana:

Como vem sendo seu contato com o público desde que começou a turnê do Monomania?

Maravilhoso. Qualquer espetáculo depende muito do público e até agora sempre que entrei em cena senti que a plateia queria muito gostar do show. A sensação de cantar uma canção sua com a galera cantando junto é indescritível. Já me corrigiram letra de música e tudo.

Você tocou em São Paulo há poucos dias e já está de volta para uma série concorridíssima de shows no Auditório Ibirapuera. Esperava todo esse público? Qual sua relação com a cidade?
Eu já morei um ano em São Paulo quando era menor e faço questão de visitar sempre. É uma cidade incrível onde as pessoas consomem muita cultura. Estou muito feliz de tocar pro público paulista de novo.


Clarice Falcão se apresenta no Auditório Ibirapuera neste sábado, 8 de junho

Qual o sentimento de divulgar sua arte de maneira completamente independente, apenas com a ajuda da internet?
É ótimo. Eu e a Olivia Byington, produtora do disco, conversamos com algumas gravadoras, mas sempre voltávamos para a ideia de lançar o álbum só no digital, que foi como eu comecei. Tanto para o projeto do Porta dos Fundos quanto para o meu álbum a internet foi mais que um meio de divulgação: foi um meio de veiculação. Acho que estamos em um momento de grandes mudanças e fico feliz de fazer parte disso.

Na sua opinião, a participação no Porta dos Fundos é decisiva para seu atual sucesso musical?

Com certeza. Eu só fui chamada pro Porta por causa do projeto musical, mas o projeto musical nunca estaria onde está sem o Porta. Foi uma coincidência muito feliz que os dois rolaram na mesma época.

Você diminuiu suas participações no Porta dos Fundos por conta da turnê?

Na época dos ensaios do show eu estava um pouco menos disponível, mas somos dez no elenco e eles já estão acostumados a revezar. Volta e meia um de nós viaja de férias ou se enrola com o trabalho.

Você fala de desilusões amorosas e outras mazelas de maneira bem-humorada nas letras do Monomania. Você leva as coisas da mesma forma no dia-a-dia?

Eu tendo a ser um pouco dramática então se eu não equilibro esse lado com um pouco de humor, estou frita.



"Monomania" é a canção que batiza o álbum de estreia de Clarice Falcão


E por que você decidiu batizar o disco de Monomania?

Monomania
é o nome de uma das músicas do disco, foi a primeira a ser arranjada e a primeira a ganhar um clipe. Monomania é um tipo de paranóia em que a pessoa fica obcecada com uma coisa só (ou um pensamento, ou uma pessoa). As músicas do álbum têm todas um eu lírico parecido, falam do mesmo assunto e têm um mesmo universo, então achei que o nome fazia sentido.

As comparações são inevitáveis. Você se incomoda de ser chamada de “Zooey Deschanel brasileira”, já que ela também é atriz/cantora?

Não me incomodo, porque eu sei que as pessoas têm essa tendência a separar as coisas em caixas. Não acho minha voz e o meu estilo de música muito parecidos com os da Zooey, mas acho ela muito talentosa então é uma ótima caixa onde ser colocada.

As influências do folk são muito claras nas canções do Monomania. É o seu gênero musical predileto? Quais os artistas que você mais ouve?

Adoro ouvir as letras das canções, então costumo preferir músicas com arranjos mais minimalistas. Gosto muito do Chico Buarque - minha mãe me ninava com músicas dele -, Luís Tatit, Cole Porter, Kate Micucci, Ingrid Michaelson, Jenn Grant etc.


Por Anderson Nascimento

Atualizado em 8 Jun 2013.

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