Guia da Semana
Shows
Por Ezio Jemma

Em São Paulo, Eric Gales mostra por que é um dos melhores guitarristas do mundo

Artista deu uma aula de talento e humildade no Gillan's Rock Bar.

Gales é considerado um dos melhores guitarristas do mundo (Divulgação)

Ao sair de um show de Eric Gales, os guitarristas (ou aspirantes) podem se sentir de duas formas: inspirados pelo feeling e pelas frases que acabaram de ver, ou desanimados por saber o quão distantes estão das habilidades de Gales. Na noite dessa quinta feira (28) no Gillan’s Rock Bar não foi diferente.

Quando a banda Plexiheads subiu ao palco, as mesas do Pub já começavam a ser tomadas pelos fãs do guitarrista, muitos deles músicos. A ansiedade aumentou quando, na última música do show de abertura, Eric Gales e sua banda (todos brasileiros) chegaram pelo meio das mesas acenando para a plateia.

As primeiras melodias da guitarra de Fred Sun Walk, virtuoso guitarrista convidado por Eric para compor a banda, foram um ótimo cartão de visita para o que estava por vir. Os aplausos se tornaram frenesi quando Gales subiu ao palco e “vestiu” sua Fender Stratocaster. Curioso que, apesar de ser canhoto, o Gales usa uma guitarra de destro virada ao contrário, ou seja, com as cordas em ordem invertida.

 

“São Paulo” gritou o guitarrista enquanto tocava e fazia os últimos ajustes sonoros. Ele se mostrou comunicativo desde o início, fazendo brincadeiras com a plateia e dizendo o quão feliz estava por ver a casa cheia. Os solos de início mostraram logo de cara uma de suas técnicas preferidas, tocando com os dedos e a palheta ao mesmo tempo ao melhor estilo Eric Johnson.

Antes de “Block the Sun” ele volta a falar com o público. “Eu tenho uma surpresa para vocês hoje São Paulo. Quero que conheçam minha esposa LaDonna Gales”. O dueto entoado pelo casal mostrou uma voz forte e afinada por parte de LaDonna.

Em meio a um tradicional Chicago Blues, Eric aproveitou para falar de seu ex-companheiro de banda Jimmy King, morto em 2012. O solo que seguiu o discurso disse muito mais que as próprias palavras. Aliás, vale ressaltar o timbre maravilhoso que vinha do Fender Vibrolux nos momentos de solo.

Após o momento solo da banda, Gales volta ao palco e provoca a plateia com um “agora é minha vez”. Foi impossível não ficar extasiado com os quase 10 minutos de um solo que uniu técnica, feeling e timbres da melhor qualidade. Apesar de serem constantes durante o show, cada solo tinha algo de diferente, cada groove era tocado ao melhor estilo Hendrix.

A sequência de “Wings of Rock and Rool”, preferida dele e da esposa, e “Too Late to Cry” já conduzia para o final do show em grande em estilo, com Gales deitado no chão enquanto entoava frases rápidas na sua guitarra.

 

Os hits foram os responsáveis por conduzir o encerramento. Purple Haze e Voodoo Child deixaram clara a grande influência de Jimmy Hendrix sobre Gales. Depois foi a vez de riffs ainda mais clássicos como Kashmir (Led Zeppelin), Back in Black (AC/DC) e Miss You (Rolling Stones).

A versão de Amazing Grace tocada no estilo Fingerstyle parecia ser executada por 3 guitarras. O curto duelo entre Gales e Fred Sun Walk encerrou a noite da melhor forma possível antes da banda sair pela última vez do palco. Após o show, Gales distribuiu autógrafos a atendeu a todos que quiseram falar com ele. Ficou a lição de que, não importa se você é um dos maiores instrumentistas da atualidade, a humildade faz de você um artista ainda melhor.


Por Ezio Jemma

Atualizado em 29 Ago 2014.

Mais notícias

Sandy e Junior no Brasil em 2019

Shows

Sidney Magal faz show no Quintal do Espeto Tatuapé no dia 11 de abril; saiba mais!

Shows

Sandy e Junior: 21 músicas que queremos ouvir na turnê "Nossa História"

Shows

Sandy e Junior confirmam turnê comemorativa de 30 anos; primeiro show é em Recife, dia 12 de julho

Shows

10 atrações brasileiras que você não vai querer perder no Lollapalooza 2019

Shows

7 atrações do Lollapalooza 2019 que vêm ao Brasil pela primeira vez

Shows