Guia da Semana
Shows
Por Ezio Jemma

Em São Paulo, Michael Bublé mostra porque é um dos maiores showmans no mundo

Repertório teve homenagem a Beatles e Daft Punk.

Bublé soube como emocionar e divertir a plateia (Marcelo Brammer)

Poucos artistas nesse mundo são tão carismáticos e sabem dominar uma plateia quanto Michael Bublé. O show da noite dessa sexta-feira (19) no Ginásio do Ibirapuera em São Paulo foi mais uma prova disso. Misturando sucessos de bandas como Beatles e Daft Punk com músicas autorais, o canadense fez o público paulistano dançar, se emocionar e sorrir no pouco mais de uma hora e meia de show.

Assim como na última turnê, a abertura ficou por conta do grupo Naturally 7. Utilizando apenas a voz para simular sons de instrumentos, os xodós de Michael fizeram um ótimo aquecimento para o show, surpreendendo a plateia com covers como Fix You, do Coldplay.

Quando as luzes se apagaram novamente e o logo de Michael Bublé brilhou no meio do telão de LED, o ansioso público se acomodou na cadeira à espera de seu ídolo. Ele surge em meio ao fogo que sai do chão e dá o seu cartão de visitas com “Fever”, de Little Willie John. Apenas o cantor estava a frente da cortina, fazendo com que o público apenas ouvisse a dinâmica perfeita mantida pela banda.

 

O sucesso “Haven’t Met Yet” veio em seguida acompanhada das vozes presentes no ginásio. A cortina se abre e a banda aparece. Foi aí que Michael começou a sua aula de simpatia. Ao ver um garoto na primeira fileira com um cartaz, o cantor desceu do palco e começou a tirar selfies sensuais com ele, para delírio da plateia.

“Este show é como um 1º encontro. Nós vamos nos conhecendo e, se tudo der certo, terminamos a noite fazendo amor”, brincou Michael, quebrando o gelo logo de cara e arrancando sorrisos dos fãs. Depois de “Moondance” e “Come Dance With Me”, o palco se apaga. Foi a vez de “Feeling Good” levantar a plateia e oferecer um show de luzes e projeções.

“Eu gostaria de apresentar a minha banda para vocês. Eles estudaram para se tornar os melhores do mundo e tocam muito melhor sem mim”. Os músicos começam uma “Jam” enquanto Michael apresenta um por um. O telão simula a escalação de um time de Hockey a cada vez que um nome é anunciado.

Após a performance de “I Got the World on a String”, foi a vez do brasileiro Marcelo Camargo ser apresentado. Ele conversa em português com o público e traduz algumas falas de seu chefe. Em uma delas, Bublé faz referência a uma figura bem conhecida por aqui. “Se as pessoas pudessem ir até a minha casa, iam ver que tenho um postêr do Neymar pendurado na minha parede”.

A romântica e bem sucedida “Everything” viria a seguir. Antes de “That’s All”, Michael explica porquê gosta de cantar músicas românticas. “O amor é como se fosse as férias desse mundo difícil”, filosofa. “Close Your Eyes”, composição inspirada em sua esposa, veio em seguida.

“Home”, um dos maiores sucessos da carreira do cantor, trouxe um dos momentos mais emocionantes da noite, com imagens de famílias, crianças e cachorros passando nos telões. O clima calmo e romântico foi substituído pela dançante “Get Lucky”, originalmente tocada por Daft Punk. Michael passou no meio do público e subiu em um palco instalado no meio do ginásio.

O Naturally 7 também apareceu e, juntos, entoaram o hit mundial “Happy” de Pharrel Willians. Michael comentou sobre os vídeos que posta no Instagram antes de seus shows. A música foi postada antes da apresentação em São Paulo. 

Os hits atuais deram lugar a uma das músicas mais épicas da história mundial: “All You Need is Love”, dos Beatles. Pequenos corações de papel explodem e tomam conta do ginásio. Após “It’s a Beautiful Day”, Bublé deixa o palco pela 1ª vez na noite. Claro que o show não acabaria ali. 

A apreensão acabou assim que as explosões no palco trouxeram Michael de volta, dessa vez vestindo um elegante e chamativo terno branco e preto. “Cry Me a River” e “Save the Last Dance for Me” foram as escolhidas para o retorno. 

As declarações de amor aos fãs brasileiro acompanharam a última música da noite: “Song for You”. As cortinas se fecham e apenas o cantor fica a frente, cantando sem microfone e à capela. Só restou ao público aplaudir e se despedir do seu ídolo.

A banda continuou tocando enquanto Bublé sumia no fundo do palco e as cortinas se fechavam. A noite acabava ali. O carinho que o público brasileiro tem em relação a Michael Bublé parece deixar no cantor uma única sensação: de estar voltando para casa.


Por Ezio Jemma

Atualizado em 20 Set 2014.

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