Xingu, Mato Grosso - Dia Mundial do Turismo

A celebração é mundial, mas vale conferir um roteiro brasileiríssimo

Rio Xingu, no Parque Nacional do Xingu
Rio Xingu, no Parque Nacional do Xingu (Créditos: Marcos Bergamasco/Secom-MT)
Índios lutam durante celebração da morte, Kuarup, na aldeia Kalapalo
Índios lutam durante celebração da morte, Kuarup, na aldeia Kalapalo (Créditos: Marcos Bergamasco/Secom-MT)
Os índios de Xingu fazem apresentações pelo país. Na imagem, no Sesc Pompeia, em São Paulo
Os índios de Xingu fazem apresentações pelo país. Na imagem, no Sesc Pompeia, em São Paulo (Créditos: Ednilson Aguiar/Secom-MT)

Por Juliana Couto

Com uma área de mais de 27mil km², o Parque Indígena do Xingu foi idealizado pelos irmãos Villas Bôas e inaugurado em 1961 pelo presidente Jânio Quadros. A população supera a marca de cinco mil habitantes, com 16 etnias e 204 aldeias. Por lá não há indicações de ponto turísticos, restaurantes ou hospedagens.

O parque é dividido entre Baixo Xingu, ao norte, o Médio Xingu, ao centro, e o Alto Xingu, ao sul, onde ficam os afluentes que formam o rio Xingu. No último, vivem povos com culturas semelhantes; no Médio, os os Trumai, os Ikpeng e os Kaiabi; no Baixo, os Suyá, Yudjá e Kaiabi. É possível acompanhar jacarés ao longo do rio, pescar com técnicas locais e ainda dormir na aldeia – com autorização prévia do pajé. 

Quem for conhecer o Parque precisa viajar até Cuiabá, capital do estado, e seguir por mais 800 km de via terrestre. As viagens acontecem entre abril e outubro. De dezembro a março, o período de cheia no estado impede o acesso ao local. Além disso, é a época de colheita dos indígenas, o que torna o turismo opção secundária.

 A quem acha que é fazer mala e comprar passagem, atenção. É preciso autorização da Fundação Nacional do Índio (FUNAI) para adentrar em reservas indígenas. Dá para ir com agências de turismo. A Kanzen Turismo, instalada na capital mato-grossense, realiza pacotes de cinco dias desde R$ 6.500,00 por pessoa, sendo que é necessário um dia de viagem para chegar até a aldeia; outro, para voltar até Cuiabá. Com roteiro próprio ou com operadora, o viajante ainda precisa de uma autorização da aldeia para ir até lá, explicando os motivos que o levam até a reserva.

Depois disso, é hora de arrumar a mala, providenciar vacinas e repelentes e conhecer as raízes nacionais. Se a pedida é voltar para repousar na cidade, hospede-se no Hits Pantanal, em Várzea Grande, próximo ao aeroporto. 

Confira outros destinos do roteiro:
Estabelecimentos

Hits Pantanal

Avenida Arthur Bernardes, 251, Jardim Aeroporto
Várzea Grande, Mato Grosso

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