Guia da Semana
Filmes e séries
Por Nathália Tourais

10 documentários brasileiros obrigatórios para quem ama arte, cultura e cinema

Confira opções que, com diferentes abordagens, chamaram a atenção do Brasil e do mundo para diversos assuntos.

Divulgação

Num geral, a arte tem o poder de nos invadir por todos os poros e, de alguma forma, fazer - junto ao que temos dentro de nós - uma ressignificação do que vimos e sentimos. Não por acaso, cada pessoa compreende a arte de uma forma e de uma maneira, o que faz dela única e singular. 

Assim, a sétima arte, sem dúvidas, nos arrebata de diferentes maneiras e, entre os gêneros, os documentários também ganham destaque, pois têm o poder de nos fazer pensar além, nos dando a oportunidade de ultrapassar limites já impostos por nossas próprias memórias e vivências. 

Pensando nisso, o Guia da Semana lista 10 documentários brasileiros obrigatórios para quem ama arte, cultura e cinema. Confira: 

ILHA DAS FLORES (DE JORGE FURTADO, 1989)

O curta foi escrito e dirigido pelo cineasta Jorge Furtado em 1989 e mostra, de forma ácida e com uma linguagem quase científica, como a economia gera relações desiguais entre os seres humanos. Em 1995, Ilha das Flores foi eleito pela crítica europeia como um dos 100 mais importantes curtas-metragens do século.

TARJA BRANCA - A REVOLUÇÃO QUE FALTAVA  (DE  CACAU RHODEN, 2014)

Para quem ainda não conhece ou nunca ouviu falar, a produção aborda algo simples e, ao mesmo tempo, extremamente complexo: o brincar! A partir de depoimentos de adultos de diferentes gerações, origens e profissões, o documentário discorre sobre a pluralidade do ato de brincar, e como o homem pode se relacionar com a criança que mora dentro dele.

Por meio de reflexões, o filme mostra as diferentes formas de como a brincadeira, ação tão primordial à natureza humana, pode estar interligada com o comportamento do homem contemporâneo e seu "espírito lúdico".

NÓS QUE AQUI ESTAMOS POR VÓS ESPERAMOS (DE MARCELO MASSAGÃO, 1999)

O documentário foi feito em 1999 e tem direção do gênio Marcelo Massagão. As cenas mostram memórias do século XX e retratam uma verdadeira volta ao mundo no seu contexto histórico, econômico e cultural, banalizando a vida e a morte para nos fazer refletir sobre ela.

ESTAMIRA (DE MARCOS PRADO, 2006)

O filme de Marcelo Prado é de 2006 e fala sobre Estamira Gomes de Sousa, uma mulher de 63 anos que trabalha a cerca de duas décadas em um aterro sanitário, situado em Jardim Gramacho, no Rio de Janeiro, e que sofre de distúrbios mentais. O local recebe mais de oito mil toneladas de lixo da cidade, diariamente, e é também sua moradia. 

QUEBRANDO O TABU (DE FERNANDO GROSTEIN ANDRADE E COSMO FEILDING-MELLEN, 2011)

"Quebrando o Tabu" é um filme brasileiro sobre a temática do combate às drogas. Dirigido por Fernando Grostein Andrade, exibe a participação em depoimentos de personalidades como Fernando Henrique Cardoso, Paulo Coelho e Dráuzio Varella.

O doc traz também como foco a guerra vivida pelos Estados Unidos há mais de 40 anos e que chegou a levar o mundo a declarar guerra às drogas. A partir daí, o documentário disserta sobre os problemas que surgiram, as informações equivocadas, o fortalecimento das redes criminosas e muito mais. E mais: por que o cigarro e o álcool são drogas legais e a maconha ilegal?

O COMEÇO DA VIDA (DE ESTELA RENNER, 2016)

O documentário é de 2016 e faz uma belíssima e profunda análise - juntas a um retrato apaixonado - sobre os primeiros mil dias de um recém-nascido, o verdadeiro começo da vida de um ser humano. As cenas nos mostram o tempo considerado crucial pós-nascimento para o desenvolvimento saudável de uma criança, tanto na infância quanto na vida adulta, onde os pais precisam ter o maior cuidado, amor e carinho possível.

MUITO ALÉM DO PESO (DE ESTELA RENNER, 2012)

Hoje em dia, um terço das crianças brasileiras está acima do peso. Esta é a primeira geração a apresentar doenças antes restritas aos adultos, como depressão, diabetes e problemas cardiovasculares. Este documentário estuda o caso da obesidade infantil principalmente no território nacional, mas também nos outros países do mundo, entrevistando pais, representantes das escolas, membros do governo e responsáveis pela publicidade de alimentos.

O PRISIONEIRO DA GRADE DE FERRO (DE PAULO SACRAMENTO, 2004)

Utilizando as técnicas aprendidas em um curso de filmagem ministrado dentro do presídio, os detentos encarcerados no maior centro de detenção da América Latina documentam seu cotidiano, registrando as condições precárias nas quais (sobre)vivem, dez anos após os acontecimentos de um dos episódios mais sangrentos da história do Brasil, o Massacre do Carandiru, que custou a vida de mais de uma centena de detentos.

ATO, ATALHO E VENTO (DE MARCELO MASSAGÃO, 2015)

A partir de ideias propostas no livro "O Mal-estar na Civilização", de Sigmund Freud, o diretor Marcelo Masagão faz uma colagem utilizando cenas de 143 filmes produzidos nos quatro cantos do planeta. "Ato, Atalho e Vento" está além do verbalizável, a obra não se deixa capturar por palavras. 

JOGO DE CENA (DE EDUARDO COUTINHO, 2007)

Atendendo a um anúncio de jornal, 83 mulheres contaram sua história de vida em um estúdio. 23 delas foram selecionadas, em junho de 2006, e filmadas no Teatro Glauce Rocha. Em setembro do mesmo ano, várias atrizes interpretaram, a seu modo, as histórias contadas por estas mulheres, borrando as tênues linhas que separam a realidade da ficção.


Por Nathália Tourais

Atualizado em 27 Out 2016.

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