Adeus, Primeiro Amor – Crítica

Filme foge do óbvio ao falar de um relacionamento entre adolescentes com doses de solidão e melancolia

Camille e Sullivan vivem um forte laço em <em>Adeus, Primeiro Amor</em>
Camille e Sullivan vivem um forte laço em Adeus, Primeiro Amor (Créditos: Divulgação)
Camille segue amargurada enquanto espera o retorno do namorado
Camille segue amargurada enquanto espera o retorno do namorado (Créditos: Divulgação)
Em <em>Adeus, Primeiro Amor</em>, Camille encontra distração nas viagens da faculdade
Em Adeus, Primeiro Amor, Camille encontra distração nas viagens da faculdade (Créditos: Divulgação)
Camille se apaixona novamente, mas seu primeiro amor retorna
Camille se apaixona novamente, mas seu primeiro amor retorna (Créditos: Divulgação)

Sensibilidade é a palavra de ordem no filme Adeus, Primeiro Amor (estreia prevista para 16 de dezembro). Visível e explorada nos traços da personagem Camille, a característica também é quesito indispensável ao espectador. Sem isso, é possível que o amor intenso que arrebata a adolescente seja visto como uma paixão possessiva, melancólica e inconsequente.

A protagonista, interpretada pela jovem atriz Lola Créton, vive um amor correspondido por Sullivan (Sebastian Urzendowsky). Os adolescentes, de 15 e 19 anos, respectivamente, promovem de forma natural muitas cenas de carinho, cumplicidade e escancaram a maturidade do relacionamento ao deixar claro que o casal vai muito além dos abraços e beijinhos.

A diretora francesa Mia Hansen-Love acerta ao desenrolar o romance longe dos clichês. Os jovens se gostam e isso está claro, mas suas decisões pessoais (principalmente as de Sullivan) tendem a acabar com o romance e isso não é esquecido em prol do “final feliz”.

O garoto decide fazer uma viagem pela América do Sul e a expedição que duraria dez meses se estende por anos, o que deixa a apaixonada Camille à beira da apatia total em relação ao mundo. A personagem parece simplesmente passar pelos acontecimentos seguintes à partida de Sullivan; a mesma fisionomia sem demonstração de grande interesse por nada a acompanha na escola, em casa e na sucessão dos dias até a faculdade.

Aliás, sobre a América do Sul poucas referências são feitas. Além de algumas cartas enviadas no início da viagem, só têm destaque um mapa, pelo qual Camille tenta acompanhar os passos do amado, e algumas músicas em espanhol. A trilha sonora que traz “Volver a los 17” e “Gracias a la Vida”, por sua vez, injeta poesia (e dinamismo) a uma sequência de cenas que retratam a solidão da garota; sem o áudio só resta a monotonia.

Já adulta (embora, fisicamente, a menina não tenha mudado em nada), Camille se engaja no curso de arquitetura e ocupa sua mente com os trabalhos, as viagens com a turma e – enfim - um novo amor: seu professor Lorenz (Magne Havard Brekke). 

Camille vive bem com o namorado até que Sullivan ressurge, ou melhor, ela o faz voltar à tona. O garoto retornou há tempos para a cidade natal, mas nunca procurou a garota. É ela quem tem de dar o primeiro passo para o reencontro. Fica claro em toda a trama que as maiores investidas e entregas sempre partem dela... Camille não sabe dar adeus ao seu primeiro amor.

Jussi Maria redator(a)

Comentários

rafael
24/01/2012 21:07

Meu Deus o pior filme de romance da história q eu já vi, câmera escura, personagens confusos, trama confusa, estilo crepúsculo, no qual a menina fica entre duas escolhas e fica com os dois ao mesmo tempo. grande exemplo pra sociedade hoje, sem comparação com os clássicos "E o vento levou" e outros. PÉSSIMO.

juliana
16/12/2011 15:31

EU ACHO QUE ESSE FILME VAI SER BEM LEGAL E ROMANTICO POR ISSO VOU ASSISTIR E VOU LEVAR ALGUNS AMIGOS VAI SER BEM LEGAL.